Festa Junina é bão dimais sô

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A partir do mês de Junho todos esperam ansiosos pelo começo das festividades de São João, Santo Antônio e São Pedro, sim a festa junina, festividade tradicional nessa época do ano para a maioria dos Brasileiros. A tradicional festa surgiu das festividades denominadas Joaninas que comemoravam a fertilidade das terras que veio da cultura Europeia através dos Portugueses, então a festa foi adaptada aos nossos costumes e a igreja católica consagrou as festividades comemorando os santos. No dia 13 a comemoração é para santo Antônio, no dia 24 São João e no dia 29 é o dia de São Pedro.

DANÇA JUNINA

O fato é que todos nós amamos um bom arraial, as cores das bandeirinhas, todos trajados de caipiras, o bom forró, além claro dos maravilhosos quitutes. Uma boa quadrilha tem direito a milho verde, broa de fubá, maçã do amor, pé de moleque, paçoca, canjica, caldos e aquele famoso quentão para tentar espantar o frio dessa época do ano.maçã

Dizem que as festividades Juninas é um ótimo lugar para se encontrar uma paquera. Além de santo Antônio ser considerado o santo casamenteiro, o ambiente proporciona várias oportunidades, é comum encontrar brincadeiras como, por exemplo, o correio elegante e a barraca do beijo. Se ainda não encontrou motivos suficientes para procurar a festa junina mais próxima da sua casa, lembre-se do pé de moleque e da paçoca novamente.

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O arraial de Belô, tradicional aqui na capital ocorre do dia 27 de Junho até a 12 de Julho, considerada uma das maiores festas juninas do Brasil, ocorre em vários pontos da cidade e vale a pena dar uma conferida. A programação completa AQUI.

Viva o teatro na praça!

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No último domingo, dia 21 Belo Horizonte recebeu um grande espetáculo, o musical Cazuza pro dia nascer feliz, aconteceu na praça da Estação ali bem na região central de BH. Quem foi sabe do que eu estou falando, foi maravilhoso. Mas calma não vim aqui para falar do Cazuza, apesar de ter que lutar contra os meus dedos para que eles não comecem a fazer isso. Nesse post quero falar sobre essa iniciativa maravilhosa que é a de trazer o teatro para as praças públicas das principais capitais do Brasil, ainda mais com um espetáculo desse porte.

Ao final da peça o Emílio Dantas, o ator que interpreta o Cazuza após os agradecimentos a rede, que patrocinou a peça e a prefeitura de Belo Horizonte ele falou o seguinte: “Se eu fosse vocês ia bater lá na prefeitura e pedir uma coisa dessa toda semana, todo dia”. Fui pra casa pensando nessa frase e pensando o quanto é sensacional essa ideia do teatro na praça.

Quando um musical como esse estreia nos teatros convencionais, infelizmente não são todos que têm condições para pagar o valor do ingresso, que, diga-se de passagem, não é lá um precinho muito camarada. O teatro em locais públicos de forma gratuita é levar a cultura para a praça, para o povo, para aqueles que não têm como pagar por ele e também para aqueles que têm já que a energia no ambiente ao ar livre é outra, completamente diferente. Quem acompanhou o espetáculo domingo há de concordar comigo, e quem não foi, sinto em dizer, mas perdeu um ótimo evento sem gastar nadinha por ele.

Cazuza uma vez em uma entrevista foi questionado como que se poderia mudar o Brasil, e ele respondeu algo parecido com: “os brasileiros precisam ter acesso a educação e a cultura, quando todos tiverem livre acesso a isso já seria um grande passo dado”. Por isso se o poeta está nos acompanhando de algum lugar ele deve estar achando o máximo às praças lotadas acompanhando a sua trajetória e história de vida.

Se você mora em São Paulo ou no Rio de Janeiro aguarde que a peça ainda passará por ai gratuitamente encerrando a turnê. Se você é de Belo Horizonte e perdeu, vamos torcer juntos para que outras iniciativas como esta ocorram na nossa cidade.

Viva o teatro na praça, viva o Cazuza, e viva a cultura para todos!

Primeiro podcast do Perfil BHZ

Tem alguma história bacana de Belo Horizonte, um local especial, um barzinho que gosta de frequentar ou um point que te encanta? Conta pra gente e compartilhe sua experiência conosco. Nesse podcast entrevistamos algumas pessoas que nos contam um pouquinho sobre seus locais favoritos e histórias marcantes de Belo Horizonte. Um grande abraço e até a nossa próxima publicação.

BH! Por que tanto amamos?

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O inverno chega hoje em todo o país, que tal conhecer um pouquinho mais da nossa capital? Belo horizonte oferece vários programas para esta estação tão maravilhosa. Lugar onde você encontrará uma incrível diversidade gastronômica e de pessoas. As mais lindas paisagens e lugares para visitar, desde os centros culturais e núcleos, restaurante e bares, até as nossas belezas naturais. Pronto para partir? Algumas destas dicas, a seguir:

Ah, sim! É claro, participe também deste bate-papo, diga-nos a sua opinião de BH.

Viaduto Santa Tereza a casa da cultura hip hop em BH

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Fazer do viaduto Santa Tereza a casa do hip hop não foi fácil, depois de uma luta contra a vizinhança próxima ao viaduto que reclamava do som alto e da grande aglomeração de pessoas, de uma batalha contra a polícia militar e ate da reforma do próprio viaduto que e um monumento tombado e um símbolo de Belo Horizonte pelos seus arcos, o hip hop venceu.

Jovens Belo-horizontinos se reuniam de baixo do viaduto para fazer rimas uma vez por semana, esse evento foi crescendo e ganhado cada vez mais frequentadores ate se tornar um dos maiores eventos da cultura hip hop do brasil.

O duelo de MC’s de BH e um dos poucos do Brasil que não cobram a entrada, isso faz com que pessoas menos desfavorecidas tenham acesso à cultura de rua, no duelo existem vários tipos de batalhas, uma vez por semana acontece uma diferente, em 2013 o viaduto recebeu o a edição nacional de duelo de MC’s

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Elas são:

1ª semana do mês – Batalha tradicional. Cada MC tem dois rounds de 45 segundos para derrubar seu adversário com rimas de ataque e defesa.

2ª semana do mês – Batalha do conhecimento. Vence o que rimar melhor sobre a temática proposta.

3ª semana do mês – Batalha do bate e volta. Ataque e resposta entre os MC’s no compasso da música.

4ª semana do mês – Batalha de dança. Disputa entre os melhores dançarinos.

O duelo de MC’s acontece toda sexta-feira a partir das 21h em baixo do viaduto Santa Tereza, vá conhecer e se apaixone pela cultura de rua de BH.

Fernando Brant faz a travessia

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O ilustre compositor, Fernando Brant, morreu na última sexta-feira (12), aos 68 anos, em decorrência de complicações de um transplante de fígado. Sua morte é perda de uma parte da história viva deste país.

Brant escreveu sobre a mineiridade, a amizade, a infância, a esperança e emocionou o Brasil com a pureza de sua poesia. Ele nos ensinou que é preciso ter força, ter raça, é preciso ter gana sempre, que amigo é coisa para se guardar do lado esquerdo do peito, que todo dia é dia de viver.

Juntos dos amigos do Clube da Esquina, como os irmãos Borges, Wagner Tiso, Nivaldo, Toninho Horta e Paulo Braga, compôs vários sucessos. Mas foi na voz do amigo, Milton Nascimento que ganhou seu melhor intérprete. Juntos, criaram mais de 200 músicas.

Maria Maria, Paisagem da Janela, Bola de Meia, Bola de Gude, Nos Bailes da Vida. Canção da América e Para Lennon e McCartney são apenas alguns dos inúmeros destaques de sua vasta obra. Em 1967 o emocionante Travessia ficou em segundo lugar no Festival Nacional da Canção Nova, promovida pela Rede Globo. E em 1998, as canções Janela Para o Mundo, e Louva-a-Deus foram integrados no repertório do disco Nascimento, premiado com o Grammy na categoria de melhor disco do mundo.

Brant é um símbolo de uma época menos egoísta, mais simples, honesta. Seu legado é sua arte e nada mais justo do que velá-lo no majestoso Palácio das Artes.

Queijo canastra é premiado em concurso mundial na França

Quase todo brasileiro quando pensa em queijo, pensa também em Minas Gerais. E se depender da jornalista belo-horizontina Débora de Carvalho Pereira, o queijo mineiro vai ser reconhecido igualmente em todo o mundo. Por meio de degustações promovidos na França, procura divulgar esta iguaria, que, infelizmente, ainda sofre inúmeras restrições do governo brasileiro para sua comercialização e exportação, por exigir padrões industriais de fabricação de queijos. Ativista, busca a regulamentação da venda do queijo mineiro que é produzido tradicionalmente de forma artesanal e rústica.

01Este ano, entre doze queijos comprados aleatoriamente no mercado central de Belo Horizonte, três foram selecionados por Pereira e pelo curador Jean François Dubois para concorrerem com grandes produtores mundiais no concurso Mondial du Fromage de Tours realizado semana passada. Os escolhidos foram o Canastra da Estância Capim Canastra, o Canastra da Aprocame de Medeiros, e o queijo Catauá, da serra da Mantiqueira.

Foram mais de 600 produtos de 23 países, e o queijo da Estância Capim Canastra produzido por Guilherme Ferreira de São Roque de Minas ganhou medalha de prata na categoria massa prensada não cozida de leite cru de vaca. “Essa não é uma categoria fácil, porque tem todos os tommes de Savoie, saint nectaire, manchego, raclette. É uma categoria bem geral”, explicou a ativista ao jornal “O Estado de S. Paulo”. Na competição os produtos são organizados em pratos identificados apenas por um número, sem informações do país de origem.

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Segundo o produtor  “É como se o Juventus da Mooca fosse para Paris e batesse o Paris Saint Germain”, empolga-se após se tornar o primeiro brasileiro a conseguir uma medalha no renomado concurso. Hoje seu queijo custa R$ 45. E as pessoas que quiserem consumir o queijo medalista vão ter de ser pacientes. A produção na fazenda é de 20 peças de um quilo por dia e a lista de espera para adquirir o produto é em média de três semanas.

Desde maio de 2008, o queijo canastra é patrimônio cultural imaterial brasileiro, título concedido pelo IPHAN, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Porém, somente em dezembro do ano passado, o queijo produzido na Serra da Canastra ganhou um selo de identificação geográfica, concedido pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). O objetivo do selo é dificultar a venda de outros tipos da iguaria com as mesmas especificidades como se fossem produzidos na região da Canastra. O queijo é comercializado com três identificações: o selo da vigilância sanitária, outro de identificação geográfica e a logomarca criada pelos produtores. O primeiro atesta as condições produtivas; o outro garante que o queijo foi feito seguindo as regras certificadas pelo INPI e o último confirma a origem.

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A vitória e o reconhecimento internacional do queijo mineiro se deve à Débora Pereira, que pediu a compreensão da organização do concurso em Tours para aceitar a inscrição dos queijos brasileiros e assumiu, junto ao comitê de jurados, a responsabilidade pela qualidade sanitária dos produtos, já que eles não possuíam documentação de exportação. No final do evento, a jornalista recebeu a honraria do diploma de “Mestra Queijeira” da Guilda Internacional de Queijeiros, uma confraria inspirada na maçonaria, que apóia os produtores do queijo no mundo inteiro. Essa conquista pode ser considerada não apenas da ativista mineira ou do produtor Guilherme  Ferreira, mas um reconhecimento das qualidades do queijo da Serra da Canastra.

Dois dedos de prosa com Luiz Mauro Pennacchi

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Luiz Mauro Penacchi acaba de publicar um livro intitulado Reinado Solitário, uma coletânea de prosas e poesias, a maioria escrita em um momento que a insônia se tornou rotina. Penacchi é paulistano, porém se declara mineiro de coração. Gosta de fotografia, coleciona moedas antigas e ideias sobre tudo ao seu redor, o autor topou um bate papo com o Perfil Bhz, confira abaixo:

No seu perfil você se declara natural de Campinas, porém mineiro de coração, explique um pouquinho sobre essa relação com o estado.

Quando tinha 2 anos, meus pais resolveram mudar para Ouro Fino – Minas Gerais (cidade da família do meu Pai), e desde então vivo aqui, uma cidade acolhedora onde vivi meus melhores momentos e vivenciei oportunidades únicas. Foi sentado na janela da casa da minha avó que aprendi a contar com os vagões da Maria Fumaça que passava na rua de baixo, oportunidade que continuei a vivenciar até 1986, quando o trem já não era mais viável e os trilhos começaram a ser retirados.

Devido a isso e muitas outras fases importantes da minha vida que “adotei” Minas Gerais como um estado o qual aprendi a gostar e admirar.

Por que um livro de poesias?

Desde o mais áureo tempo observava meu talento na escrita e também meu desleixo no quesito organização. Escrevia poesias e crônicas em pedaços de papel, embalagem de pão, guardanapos e em qualquer espaço onde se podia “armazenar” uma frase, uma ideia. Devido a isso, não chamava meus textos de poesias, mas sim de “rabiscos”.

Em uma época da minha vida onde a insônia começava a ser rotina e em plena era digital, comprei uma máquina de escrever, a qual colocava em cima da minha barriga para datilografar deitado, tendo mais organização com os meus “rabiscos”.

Depois de muito tempo, com centenas de poesias escritas e guardadas em uma caixa debaixo da minha cama e com a ideia e incentivo da minha esposa, resolvi criar um livro.

 Qual a sua maior inspiração para a escrita?

A minha inspiração não vem de um nome de um grande escritor, um músico ou um rebelde que incentiva a “massa” na sociedade. Minha inspiração vem da natureza, de imagens, de uma nuvem que passa no céu. Minha inspiração surge com a minha felicidade, revolta ou derrota. Exatamente tudo é motivo de inspiração pra mim.

Ultimamente estou utilizando a fotografia para fonte de inspiração. Pego minha máquina digital, vou para o jardim da minha casa e registro cenas que nunca esperaríamos existir se não estivéssemos procurando a mesma.

 Conte um pouquinho sobre a escolha do título do seu livro, reinado solitário.

Em uma época da minha vida, quando tinha aproximadamente 25 anos, vivenciei a separação dos meus pais. Cada um seguiu sua vida (longe da casa que morávamos) e minha irmã já não morava conosco há alguns anos. Vi-me sozinho, morando em uma grande casa com um jardim imenso e desempregado, onde minhas únicas companhias eram meus cães e minha própria frustração e medo.

Nesta época, desiludido de muita coisa, um dia me peguei observando meu próprio reflexo no espelho, tentando encontrar uma resposta para tudo que estava acontecendo na ocasião. Obviamente que não encontrei uma resposta, mas escrevi “Reinado Solitário”, cujo alguns trechos coloco a seguir:

“O desespero do silêncio é algo incomum.

No silêncio exato, ele persiste em fazer barulho.

Eu ouço, eu sinto que existe algo…

 … Você se torna rei de um império vazio.

Faz-se uma festa para você mesmo, onde será o único convidado…”

Era como me sentia na época: Sozinho, amedrontado, com um império da vida e sem amigos.

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Qual a sua citação favorita?

“— Essa cova em que estás,

com palmos medida,

é a cota menor

que tiraste em vida.

— É de bom tamanho,

nem largo nem fundo,

é a parte que te cabe

neste latifúndio.”

 Morte e vida Severina – João Cabral de Melo Neto

Qual o tipo de música que costuma não faltar na sua playlist?

Músicas. Adoro músicas. Elas me recompõem quando minha alma está dilacerada. Não gosto de novidades ou atualidades. Não tenho nem paciência para ouvi-las. Acredito que o melhor da música já foi feito décadas atrás. Depois disso, é tudo cópia.

Na minha playlist não falta o nosso rock nacional dos anos 80 como Camisa de Vênus, Biquini Cavadão, Cazuza e Raul Seixas. Esses fizeram história, cada um com suas ramificações e um jeito irreverente de ser.

Vira e mexe me pego dentro do meu Ford Maverick ouvindo a música “Simca Chambord”, do Marcelo Nova e fico imaginando aquela época vivida contada na música.

Do rock internacional, muita musica que surgiu nos anos 80 e primórdios, se encontram na minha playlist.

Escuto também muita música clássica, como Mozart, Bethoven e Sebastian Bach.

Da influência do meu pai, aprendi muito sobre o estilo “sertanejo raiz”, cujo a única diferença entre a música e uma excelente poesia está no som da viola.

Para os interessados no velho e bom rock n´roll, sugiro a webrádio Máquina Sonora, que pode ser acessada em www.maquinasonora.com.br. Ela é a minha playlist quando estou “fora de casa”.

Os seus “rabiscos” se inspiram nas diversas fases da sua vida, inclusive um momento depressivo que você viveu, a escrita de alguma forma te ajudou a superar essa fase?

De modo algum. Acredito que na fase depressiva, a escrita não influenciava em nada, apenas serviu para deixar registrado o que estava sentindo na época. Existem dezenas de “rabiscos” desta época que nunca ousei ler depois de escritos.

Têm mais algum projeto pela frente ou por enquanto é apenas o reinado solitário?

Estou no término de um livro de crônicas e poesias, ainda sem data para o lançamento. De projetos tenho algumas histórias para uma série de livros infantis, para o qual estou procurando uma editora para a concretização e uma ideia de um romance. Este último ainda não está no papel, mas está caminhando em meus pensamentos.

Defina Minas Gerais em uma palavra.

Saudosismo.

Se interessou pelo trabalho de Luiz? Você pode acessar a sua fanpage ou adquirir o livro pelo Clube de autores AQUI.

Prestigiada Clara Sverner, estreia a primeira edição do “Piano para todos”, em Belo Horizonte.

Com um repertório meticulosamente escolhido, incluindo grandes compositores como Chiquinha Gonzaga, Heitor Villa-Lobos, Glauco Velasquez, Mozart, Debussy, Ravel e Chopin, a brasileira renomada, pianista intérprete da música erudita, apresenta-se em Belo Horizonte pelo projeto de democratização da música, Piano para todos, em sua primeira edição, no palco do Palácio das Artes.

Piano para Todos | Clara Sverner – 19 de Junho, Sexta às 20h30

Sala Juvenal Dias / Palácio das artes

Ingressos: Preço único de R$ 20,00 – Informações para o público: (31) 3236-7400


Reconhecida pelo público e pela crítica no Brasil e exterior, Clara Sverner é uma das concertistas mais importantes do cenário internacional, com mais de 50 anos de carreira e duas indicações ao Grammy Latino, famosa por sua inquietude e ousadia ao piano. Iniciou seus estudos em São Paulo com o professor José Kliass e aperfeiçoou-se nos centros musicais mais avançados como o conservatório de Genebra, onde recebeu uma medalha de ouro e o Mannes College of Music de Nova York.

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Clara Sverner teve sólida formação que se iniciou em São Paulo com o professor Jose Kliass que estudou em Berlim com Martin Krause, aluno de Liszt. Fez mestrado com Louis Hildebrand no Conservatório de Genève aonde ganhou Medalha de Ouro, e aperfeiçoou se em Nova York com Leonard Shure, assistente de Artur Schnabel. Aperfeiçoou-se mais tarde nos centros musicais mais avançados, como o Conservatório de Genebra, medalha de ouro e o Mannes College of Music de Nova Iorque. Premiada no Concurso Internacional Wilhelm Backhaus, ainda adolescente iniciou a vitoriosa carreira que a tornou uma das mais prestigiadas virtuoses brasileiras.

Apresentou-se em recitais e concertos por todos os cantos do Brasil e em turnês para platéias da Europa, dos Estados Unidos, do Japão e de Israel. Em seus programas exibe um repertório que escolhe minuciosamente e onde inclui desde antigos virginalistas ingleses do século XVI até os principais representantes do século XX. Clara Sverner é uma artista inquieta que não se cansa de se aperfeiçoar, pesquisar e ousar. No domínio da música clássica brasileira, foi a principal responsável pela redescoberta da obras de Glauco Velásquez.

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Pioneira na revalorização da produção pianística de Chiquinha Gonzaga, a quem dedicou várias gravações. Na sua secunda parceria com o saxofonista Paulo Moura aboliu fronteiras, abriu-se para outros universos sonoros, explorando um repertório que abrangia desde os clássicos da nossa música popular, como Pixinguinha, até obras especialmente compostas para o duo por Almeida Prado, Gilberto Mendes e Ronaldo Miranda. A discografia de Clara Sverner, que reflete sua estética apurada e seu espírito de vanguarda, consiste em 25 títulos, distribuídos internacionalmente.

Em 2005 ganhou o Premio TIM de música erudita com o cd Mozart Por Clara Sverner vol.2 vol.3 foi indicado ao Grammy Latino Em 2009 lança a caixa com a coleção completa das Sonatas de Mozart. E agora em2010, Chopin por Clara Sverner.

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DISCOGRAFIA:

1970, LP Clara Sverner

1971, LP Clara Sverner “A música brasileira para piano” – Melhor disco do ano – O Estado de São Paulo

1974, LP Clara Sverner – Ravel, Webern, Alban Berg e Satie

1977, LP Clara Sverner interpreta Clauco Velasquez

EMI-ODEON-BRASIL P 1977

1976, LP Rio de Janeiro, Clara Sverner

1980, LP O Piano de Chiquinha Gonzaga, Clara Sverner

1981, LP O Piano de Chiquinha Gonzaga, por Clara Sverner Vol 2

1982, LP Clara Sverner interpreta Eduardo Souto

1982, LP Clara Sverner e Paulo Moura

1984, LP Clara Sverner interpreta Glauco Velasquez Devaneio

1984, LP Encontro

1984, LP Clara Sverner & João Carlos Assis Brasil interpretam Joplim e Satie

1985, LP Clara Sverner & João Carlos Assis Brasil interpretam George Gershwin e Maurice Ravel

1986, LP Clara Sverner e Paulo Moura, Vou Vivendo

1988, LP Clara Sverner e Paulo Moura imterpretam Pixinguinh

1989, LP Clara Sverner, de Chopin a Jobim

1991, LP Heitor Villa-Lobos – Alma Brasileira

1996, LP Clara Sverner e Paulo Moura

1998, CD Chiquinha Gonzaga por Clara Sverner

2001, CD O Piano nas Américas

2003, CD Mozart por Clara Sverner, Vol. 1

2004, CD Mozart por Clara Sverner, Vol. 2

2005, CD Mozart por Clara Sverner, Vol. 3

2006, CD Heitor Villa-Lobos por Clara Sverner

2007, CD Mozart por Clara Sverner, Vol. 4

2008, CD Mozart por Clara Sverner, Vol. 5

2009, Edição Especial

2010, Chopin por Clara Sverner

2012, Ravel + Debussy

Fonte: www.clarasverner.com/biografia

Clube da Esquina: Música e Amizade

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Surgido pela a amizade de Milton Nascimento e os irmãos Borges no início da década de 1960 em Belo Horizonte, o Clube da Esquina foi um movimento musical que reunia alguns jovens no cruzamento das ruas Divinópolis com Paraisópolis no tradicional bairro de Santa Tereza. Com o tempo o grupo foi ganhando outros integrantes, seus principais participantes foram: Tavinho Moura, Wagner tiso, Tadeu Franco, Milton Nascimento, Lô Borges, Beto Guedes, Márcio Borges, Ronaldo Bastos, Fernando Brant, Toninho Horta, Flávio Venturini, e os integrantes do 14 bis. Naquela esquina os jovens amigos conversavam, tocavam e claro cantavam.

O nome do grupo desperta bastante curiosidade e existem duas histórias sobre a escolha desse nome, a primeira seria que o nome do grupo foi ideia de Márcio que ao ouvir a mãe perguntar dos filhos, ouvia a mesma resposta: “Estão lá na esquina, cantando e tocando. E a segunda foi meio por acaso quando um dos amigos que possuía uma condição financeira melhor chamou o restante do grupo para irem para o clube se divertir, como não tinham dinheiro para frequentar esses lugares um deles respondeu, “Nosso clube é aqui,na esquina”.

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O Clube da Esquina teve grande repercussão nacionalmente e internacionalmente, artistas consagrados se renderam a esse movimento e suas músicas. Em 1997 receberam da Assembleia Legislativa a Ordem do Mérito Legislativo do Estado de Minas Gerais, e em 2003 a música “Tristesse”, de Milton Nascimento e Telo Borges recebeu o Grammy Latino na categoria melhor canção brasileira. Em virtude de todo esse sucesso e a quebra das barreiras que esse movimento proporcionou, a prefeitura de BH colocou placas na famosa esquina para homenagear o movimento e no chão trechos das músicas.

Em 3 de fevereiro de 2004 o clube foi eternizado com o projeto Museu Clube da Esquina, e em março foi criada  a entidade Associação dos Amigos do Clube da Esquina que administra as ações do museu e realiza algumas ações relacionadas a formação musical. O museu surgiu para contar um pouco da história desse movimento através de depoimentos, documentos, vídeos e fotografias.