Entrevista com Alexandre Quirino

Quem acompanha o blog tem visto que venho postando entrevistas com novos autores mineiros, com isso tenho o intuito de divulgar novos autores daqui e mostrar a diversidade da nova literatura que vem surgindo. Para quem ainda não viu as entrevistas que já foram postadas, clique AQUI para ver o trabalho do Raphael Vidigal, e AQUI para conhecer o livro de Luiz Mauro Penacchi.

Hoje a entrevista foi com Alexandre Quirino, policial mineiro que resolveu se aventurar em uma história de fantasia. Alexandre acaba de publicar o livro príncipe do vento e topou uma conversa com o Perfil BHZ, abaixo você confere a entrevista completa.

alexandre

Alexandre você é policial, uma profissão que não têm muita ligação com a literatura, de onde veio a inspiração para escrever um livro de fantasia?

Sim, eu sou policial militar desde o ano de 2002, antes eu era militar do exército onde permaneci por cinco anos. Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, no meio policial militar existem muitas pessoas talentosas, com talentos para as artes plásticas, música e a literatura, por exemplo, no passado um dos maiores escritores mineiros Guimarães Rosa, pertenceu as fileiras da Policia Militar e Minas Gerais, sendo que academia de letras da PMMG, leva seu nome.

Agora, a minha inspiração para escrever uma obra de fantasia, veio dos meus gostos pessoais mesmo, sendo que eu sempre gostei muito de literatura fantástica, ficção, história militar e RPG. Dessa forma, foi um caminho natural.

Qual é o diferencial do seu livro?

O diferencial deste meu trabalho, é que eu parti do principio de tentar trazer o ambiente e a trama de fantasia, para a nossa “realidade”, com nosso linguajar, nossas instituições, nosso cotidiano, acrescentando algumas pitadas de nossas lendas urbanas. Isso sem falar, que quando eu olhei para a mitologia a africana, em especial dos povos que foram trazidos cativos para o Brasil, ficou muito fácil identificar aqueles mitos, tais como personagens de uma trama de fantasia.

Hoje em dia o mercado editorial está muito concorrido, talvez por ter se tornado mais fácil publicar um livro, mas tudo tem pontos positivos e negativos. Quais são em sua opinião?

Isso mesmo, eu enxergo o cenário atual como muito positivo, afinal eu sou um dos favorecidos por essa nova tendência, pois eu publiquei, por uma plataforma de autopublicação, que é a Perse. Mas essa nossa realidade de mercado, torna -se ao mesmo temo democrática e seletiva, afinal todos aqueles que possuem o sonho de publicarem alguma obra, agora tem mais oportunidades, porém apenas permanecerão as obras e autores que possuírem talento e originalidade.

Seu livro estará a venda na Bienal do Rio de Janeiro, como está a ansiedade para o evento, já que ele proporciona uma divulgação bem positiva para os novos autores?

A melhor possível, quando finalizei a obra no começo deste ano, eu realmente não esperava já ter essa oportunidade de estar participando de evento dessa importância logo de cara.

Príncipe do vento definitiva

Por que a escolha do título príncipe do vento?

A escolha se deu pelas habilidades do personagem principal da trama, que é Oxaluá, do qual eu me inspirei na mitologia geral, afinal todos os povos da antiguidade, trazem algum relato de seres divinos tendo filhos com mulheres e dessa forma herdando alguma habilidade do seu genitor. Neste caso, a habilidade herdada, é digamos o controle sobre elemento ar, manifestado através do vento.

Quando se escreve um livro muitas das vezes é quase impossível não fazer referências a suas experiências e do ambiente em que vive, mesmo sendo ficção. No seu livro tem algum elemento que traz alguma característica de Minas Gerais?

Diretamente não, até porque a trama inicia-se fora do Brasil, no litoral angolano e depois vem para o Brasil, retornado para o continente africano ao final. Dessa maneira, as instituições locais no Brasil, por onde a trama se desenrola, não são localizadas em Minas Gerais, com exceção do caso Varginha.

Qual o seu livro de ficção favorito e por quê?

Tenho muitos, gosto muito dos Instrumentos Mortais, Ponto de Impacto do Dan Brown e no momento estou lendo Os Pré Mortais, do autor carioca Anderson Assis. Estou gostando muito do trabalho dele, por que aborda e tenta trazer a fantasia para nossa terra tupiniquim, só que de uma temática completamente diferente da minha.

Para você qual a importância da leitura para a vida das pessoas?

A literatura, realmente é super importante para qualquer pessoa, seja de qual nível ou classe social for. Afinal, eu sou do tempo pré TV a cabo, no final dos anos oitenta. E a minha principal fonte de aventura, quando se encerrava os desenhos animados pela manhã na TV, eram os livros da biblioteca municipal e as revistas em quadrinhos. E isso me influenciou em todas as áreas da minha vida e continua influenciando até os dias de hoje.

Se você se interessou pelo trabalho do Alexandre você pode adquirir um exemplar de príncipe dos ventos através desse LINK. E se você é um autor de Minas, ou acaba de publicar um livro que têm alguma relação com a temática do blog e gostaria que o Perfil BHZ falasse sobre o seu trabalho, entre em contato atravpes do email: amanda.vitoria94@yahoo.com.

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