Taste Vin, o pedacinho da França em BH

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Em uma casinha charmosa em um dos pontos mais nobres da cidade encontramos o Taste Vin. Com decoração requintada, atendimento caprichado e pratos deliciosos, é capaz de surpreender até os mais exigentes clientes. O tradicional restaurante possui mais de duas décadas de sucesso sempre no mesmo endereço.

Sua fama é por conta dos suflês do chef Rodrigo Fonseca, sempre enormes, leves e saborosos. Os mais pedidos são o de Espinafre com Passas e Maçã, o de Queijo Gruyère, e o que leva o nome do bistrô, com camarões, Gruyère e champignon, todos servem até duas pessoas e custam por volta de R$46,00.

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Reprodução. Foto do site oficial.

Se desejar experimentar outras delícias francesas, recomenda-se o pernil de cordeiro assado ao molho de vinho branco servido com arroz (R$ 68,00).  Sugere-se igualmente pedir de entrada o couver montado com mousse de pepino, queijo de cabra, patê de champagne, tomates semidesidratados e cesta de pães (R$32,00).

A carta de vinhos é outro destaque, a mais completa da cidade e contém todas as faixas de preço. Seu menu foi premiado seis vezes com o “Award of Excellence” pela revista Wine Spectator. O zelo do Taste-Vin é tamanho que construiu a primeira adega comercial climatizada de Belo Horizonte, com temperatura e umidade controladas, onde ficam armazenados cerca de 750 rótulos de nacionalidades diversas.  A sugestão do sommelier Denis Marconi é o tinto francês Cotes du Rhone Villages Notre Passion 2010 (R$ 78,00).

Local: Rua Curitiba, n. 2105, Lourdes. Reservas 3292-5423. De 2a. a 5a. feira, das 19h30 às 00h; Sextas e sábados, das 19h30 à 01h.

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Uma volta ao passado no Quarteirão do Soul

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Nos dois últimos sábados do mês, no centro da cidade, dezenas de pessoas se reúnem para dançar o melhor da Soul Music. Esqueça passinhos de rosto colado ou coreografias ensaiadas, tudo é feito no improviso. O segredo é seguir o ritmo e se deixar entrar em um estado quase que de transe e euforia. Geraldo Antônio, um dos fundadores do Quarteirão do Soul, afirma “isso aqui é terapia, se você está com depressão, entra na pista que você se cura”.

Geraldinho, como é carinhosamente chamado pelo público, comanda ao lado do DJ Joseph, as batidas desta festa. Inicialmente a proposta era reunir velhos amigos que frequentavam os chamados bailes black no centro da cidade nos anos 70.  Com o passar dos anos, as festas foram sendo expulsas para as periferias. Este é mais um desses impressionantes eventos culturais espontâneos que se apropria do espaço público e promove a livre expressão do indivíduo. Ainda hoje ela ocorre gratuitamente e recebe de braços abertos de dançarinos da velha guarda a transeuntes curiosos.

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Foto: Lucas Jacovini

Para os saudosistas, o baile não decepciona, a maioria vai à caráter. Black power, ternos impecáveis, chapéus, suspensórios e sapatos bicolores fazem parte do cenário que provoca a sensação de uma viagem no tempo. Mas a proposta vai muito além de curtir os embalos do sábado à tarde, é também uma forma de expressão de orgulho da cultura negra. Segundo a pesquisadora da UFMG, Rita Aparecida da Conceição Ribeiro “o movimento se caracteriza pela afirmação da identidade de seus participantes, que se espelham no discurso de igualdade, na vestimenta e na dança criados pelo movimento soul e na figura do cantor James Brown”.

O Soul Music, ou Música da Alma, em tradução livre, teve seu auge na voz de artistas negros e foi influenciado pelos discursos de anti-racismo e liberalismo social na década de 60 nos Estados Unidos. A marginalidade imposta aos afrodescendentes neste período não foi suficiente para barrar o sucesso de suas músicas. O evento assume toda a essência dessa época, sem intenções comerciais, ele sobrevive da união daqueles que contribuem para que o baile aconteça.

 Não se deixa intimidar pela falta de habilidade nos pés ou do traje ideal, todos são bem recebidos. O único requisito desta festa é não ter medo de se jogar na pista.

Local: Rua Tamóios entre Paraná e Curitiba, das 14h às 22h.