PUC Minas recebe a cineasta Petra Costa para sessão comentada com os alunos

O diretório acadêmico de psicologia exibiu gratuitamente o filme “Olmo e a Gaivota” no dia 04 de março no auditório da biblioteca da PUC Minas-São Gabriel. O evento contou com a presença da diretora  belo-horizontina  Petra Costa que falou sobre o longa e a sua carreira.

O documentário acompanha a difícil gestação da atriz italiana Olivia Corsini. Sua gravidez de risco a levou a ficar de repouso absoluto dentro de casa durante os nove meses da gestação e a perda do papel principal na peça “A Gaivota” de Tchekov. O telespectador se torna testemunha da frustração e angustias da atriz que perde importante turnê internacional e a sua liberdade. Continuar lendo

O charme vintage do BeHopper pelas ruas de BH

BeHoppers Lindy Hop

BeHoppers

Em 2012 um grupo de amigos entusiastas Lindy Hop estavam frustados com a falta de locais para a prática desse estilo de dança em Belo Horizonte e resolveram se unir para divulgar e promover eventos desse ritmo contagiante. Assim surgiu os BeHoppes, cujo nome foi inspirado nas iniciais da capital.

O Lindy Hop é uma dança de origem afro-americana, dançada ao som de Swing Jazz, música que surgiu com as orquestras chamadas de “big bands”, como Glenn Miller, Count Basie e Duke Elington. O estilo se tornou um enorme sucesso nos EUA e também ganhou a Europa nas décadas de 20 e 30.

Duke Elington e Big Band

Os primeiros registros de bailes do estilo foi no Harlem, bairro negro da periferia de Nova York. Apesar de ser uma época de segregação racial, o amor pela dança reuniu brancos e negros, como no salão Savoy, o primeiro a ter essa integração. No local os jovens reuniam-se para se divertir e criar novos passos de outras três danças o breakaway, o Charleston e o sapateado que misturados formavam o Lindy Hop.

Casal dançando Lindy Hop

Juntos os BeHoppes criaram a versão belorizontina do projeto “I Charleston the World” que promove a dança e já fez homenagens a cidades como Nova York, Paris, Berlim, Munique e Tel Aviv. Confira abaixo porque em poucos meses esse vídeo que é puro charme vintage se tornou um sucesso e viralizou entre os mineiros.

Keep swinging!

 

Inicia mais uma edição da Campanha de Popularização do Teatro e da Dança

Começou hoje a 42ª Campanha de Popularização do Teatro e da Dança. São 159 espetáculos, sendo 62 inéditos, 103 para o público adulto, 43 peças infantis, 11 apresentações de dança e duas de rua que poderão ser vistos até o dia 6 de março. As apresentação ocorrerão em diferentes endereços de Belo Horizonte, Betim, Conceição do Mato Dentro, Juiz de Fora, Nova Lima e Sete Lagoas.

A iniciativa do Sindicato os Produtores de Artes Cênicas de Minas Gerais (Sinparc) reduz os valores dos ingressos a preços populares de R$ 5, R$ 10, R$ 12 e R$ 15, conforme o espetáculo. Os valores são promocionais somente para os ingressos adquiridos nos postos de venda da campanha e pela internet.

Sempre um sucesso de público, os organizadores esperam um público de 350 mil pessoas. “É um programa para toda a família. Nosso sonho é levar a arte do teatro e da dança para o povo. Acho que estamos conseguindo isso nesses 42 anos de empreitada”, afirma o presidente do Sinparc, Rômulo Duque.

Para evitar filas, facilitar a compra dos ingressos, e o acesso a programação, foi lançada nesta edição o aplicativo “Vá ao Teatro MG”, que possui download gratuito e funciona tanto em smartphnes quanto tablets.

Outro aplicativo é o Cine Theatro Brasil, que apresenta a programação completa das salas de espetáculos de todo o país. Também com download gratuito, o recurso, inédito no Brasil, direciona o público para o site de compra “Vá ao teatro MG”.

Maior que a Comic Con?

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O FIQ, Festival Internacional de quadrinhos que ocorreu em Belo Horizonte dos dias 11 a 15 de novembro reuniu os amantes de HQ e artistas de vários locais do Brasil e do mundo.  Em sua 9° edição o homenageado foi Antonio Cedraz, criador da turma do xaxado.  O FIQ ocorre a cada dois anos e é um evento de grande magnitude. Segundo o blog Britânico “Bleeding Cool” o festival já superou em números de visitantes a Comic Con em São Diego.

O evento conta com palestras, oficinas e quadrinhos dos mais variados estilos.  Mauricio de Souza, Duke, Jean Wang, Howard Chaykin e Cameron Stwart são apenas alguns dos diversos artistas que passaram pelo local nos cinco dias de evento. Mario Cesar que compareceu ao evento pela quarta vez frisa a importância desse tipo de acontecimento para a divulgação de artistas brasileiros. “ Isso aqui é um patrimônio brasileiro”, diz ele.

O próximo FIQ ocorre apenas 2017, mas em 2016 a Bienal do livro vem com tudo e já está com a data confirmada, ocorrerá do dia 14 a 24 de abril.

Exposição de moda reflete cultura mineira da década de 80

O Grupo Mineiro de Moda foi o início de todos os movimentos que surgiram na moda mineira, inclusive o famoso “MinasTrend”, transformando Belo Horizonte em um polo lançador de tendências. A exposição “Grupo Mineiro de Moda #A Vanguarda dos anos 80” é o registro historiográfico sobre a trajetória desta associação de estilistas que projetaram a moda mineira para o cenário nacional.

O Grupo foi responsável por colocar a capital de Minas na rota dos compradores e da imprensa brasileira e inicialmente era composto pelas grifes Artimanha (hoje Mabel Magalhães), Allegra, Art Man, Bárbara Bela, Comédia, Femme Fatale (depois Eliana Queiróz), Frizon (depois Mônica Torres), Patachou, Pitti (depois Renato Loureiro), Straccio (substituída, mais tarde, pela IBZ).  A exposição fica em cartaz até o dia 20 de dezembro no Centro de Referência da Moda de Belo Horizonte e tem entrada gratuita.

Marta Guerra, gestora do CRModa, conta a imprensa um pouco sobre a  exposição: “Através da moda, Minas criou uma forma de expressão própria e consolidou sua identidade cultural. A valorização regional no design tornou-se fundamental para a compreensão das características e hábitos da cultura mineira. A exposição deverá refletir um amplo exercício de pesquisa sobre o vestuário sob os aspectos da economia, da geografia, da história econômica, dos costumes, da indústria têxtil, dos avanços tecnológicos, da cultura local, dos produtos naturais, da mão de obra, da estética, do significado social dentre outros”.

A curadoria é do estilista Renato Loureiro e o projeto expográfico é do arquiteto Pedro Lázaro. Juntos optaram por apresentar brevemente sobre a história do Grupo e sua relação com o contexto do período em que foi consolidado nacional e internacionalmente. A exposição é imperdível não somente para os amantes da moda, mas igualmente para todos que tem curiosidade sobre  a cultura mineira e queiram vê-la refletidas sobre a moda dos anos 80.

Local: Centro de Referência da Moda de Belo Horizonte

Rua da Bahia, 1149 – Centro – Belo Horizonte
(31) 3277-4265/ (31) 3277-4384

Isaura mineira?

Bernardo Guimarães, autor brasileiro nascido em 1825 é considerado um grande escritor do romantismo nacional. Mineiro nascido em Ouro Preto formou-se em direito, porém não tinha muita afinidade com a profissão. A literatura desde sempre encantou o rapaz que era amigo próximo dos grandes escritores Alvarez de Azevedo e José de Alencar. Escreveu diversas obras. A que se destacou e o tornou popular foi o romance A escrava Isaura.

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A escrava Isaura foi publicado originalmente em 1875, treze anos antes da assinatura da lei áurea que abolia de vez a escravidão no nosso país. No momento de sua publicação já se vivia uma época de questionamentos e discussão acerca da escravidão. O livro foi extremamente importante, pois aqueceu ainda mais os debates da época.

Ícone do estilo romântico, a história se passa em torno de Isaura, uma escrava branca, criada como uma verdadeira dama. Isaura é uma mulher idealizada, descrita como modelo de perfeição, de beleza estonteante, educação impecável e honra intacta.

Isaura por sua beleza sempre recebeu muitos galanteios de diversos homens, contudo não dava ouvidos a nenhum deles. Sempre muito recatada não se achava superior as demais escravas por sua posição previlegiada. Depois da morte de sua senhora, Isaura ficou a mercê dos cuidados de Leôncio. Esse um rapaz sem escrúpulos, gostava apenas dos prazeres da vida, bebidas, mulheres e dinheiro. Leôncio então passa a cercar Isaura e ameaça-la, até que a pobre escrava resolve fugir com o seu pai para longe.

Refugiada em Recife, Isaura se apaixona por Álvaro, tendo o seu amor correspondido. Álvaro, rico e da alta sociedade ao saber que a sua amada era uma escrava faz de tudo para ajudar a libertá-la. Leôncio ao encontrar o paradeiro de Isaura, e depois de gastar todo o seu esforço e dinheiro em sua obsessiva busca trancafia a moça, que ao final é salva por seu amor, Álvaro. Totalmente perturbado, Leôncio acaba com um final trágico. Uma típica fórmula das obras românticas.

“-Era uma triste amor na verdade, um amor de escrava, um amor sem sorriso nem esperanças. Mas a ventura de ser amada pelo senhor era uma ideia tão consoladora para mim”.

Trecho do livro.

A maioria das pessoas, principalmente os jovens têm certa resistência a ler os clássicos por sua linguagem extremamente rebuscada e de difícil interpretação. A escrava Isaura é uma exceção. Com uma linguagem bem acessível, marcada apenas por gírias da época de fácil compreensão. Além de ser um ícone da literatura brasileira, retrata um período histórico importante e que formou o Brasil como conhecemos hoje. Uma coisa interessante sobre a leitura são os momentos em que o autor conversa diretamente com o escritor, realçando certas partes da história ou explicando os fatos ocorridos.

Escrava Isaura se tornou popular por suas diversas adaptações para a televisão. A rede Globo e a Record já adaptaram o romance, sendo um grande sucesso de público.  Fora do país a repercussão das novelas brasileiras também foi também muito positiva.

 A rede Globo de televisão foi a primeira a adaptar o romance, em 1976. Lucélia Santos foi a responsável a dar vida a escrava. O papel rendeu a atriz o prêmio Águia de Ouro, na China. Primeira atriz estrangeira a receber o prêmio no país. A atriz foi premiada por vários outros prêmios em diversos lugares do mundo. A escrava Isaura está na lista das novelas mais comercializadas no exterior, mesmo depois de tantos anos. Uma curiosidade é que em certo momento da novela a censura proibiu que se usasse a palavra “escravo”, foi necessário então substituir a palavra por “peça”.

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Bernardo Guimarães morreu em 1884, deixando obras como O seminarista, A dança dos ossos e O Ermitão de Múquem. O Perfil Bhz inclusive já fez um post sobre O seminarista que você pode conferir Aqui. O autor é dono de uma das cadeiras da Academia Brasileira de Letras.

“As pessoas não morrem, ficam encantadas”.

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Com uma linguagem própria e uma maneira única de escrever, João Guimarães Rosa conquistou o cenário da literatura brasileira se tornando um ícone de referencia pra diversos escritores.

Nascido em 1908, Guimarães Rosa foi médico, escritor, diplomata, poliglota e gênio. Com diversos livros aplaudidos pela crítica e pelo público, suas obras se tornaram referência. Nascido em Cordisburgo, mudou-se para Belo Horizonte ainda garoto, onde permaneceu por bastante tempo. Cursou medicina na Universidade Federal de Minas Gerais, porém mais tarde admitiu que não teria dom para tal profissão.

Dentre seus livros destaca-se Grande Sertão Veredas, Corpo de Baile e Sagarana, que foi a sua primeira obra a sair em livro. As suas histórias traz sempre como cenário o sertão Mineiro e suas peculiaridades, gírias locais, costumes, fauna e flora. Tudo contado de forma bastante poética e cheio de questionamentos, que eu diria existenciais.

“O senhor não duvide – tem gente, nesse aborrecido mundo, que matam só para ver alguém fazer careta…”

Trecho de Grande Sertão Veredas.

O autor dias antes de sua morte, no ano de 1967 citou a seguinte frase: A gente morre é para provar que viveu, Guimarães provou sim, e ficou encantado e imortalizado como um grande nome da literatura mundial.

Grupo Corpo celebra 40 anos com Dança Sinfônica & Suíte Branca.

O Grupo Corpo foi idealizado pelo coreógrafo Rodrigo Pederneiras, após ter se encantado com a oficina de dança realizada pelo argentino Oscar Araiz durante um Festival de Inverno da UFMG. Junto de familiares igualmente talentosos, Paulo Pederneiras (diretor-artístico), Pedro Pederneiras (diretor-técnico) e Miriam Pederneiras (assistente de coreografia), criou a mais famosa companhia de dança contemporânea do Brasil e uma das mais importantes do mudo.

Grupo Corpo, representado por Cristina de Castillo Santos e Miriam Pederneiras Barbosa, recebendo a Ordem do Mérito Cultural do Presidente Lula em 2006

Grupo Corpo, representado por Cristina de Castillo e Miriam Pederneiras, recebendo a Ordem do Mérito Cultural do Presidente Lula em 2006

O Grupo foi fundado em Belo Horizonte no ano de 1975, mas só no ano seguinte estrearia seu primeiro espetáculo, Maria Maria, com a música homônima composta por Milton Nascimento, roteiro de Fernando Brant e coreografia do Oscar Araiz. O balé foi um sucesso, ficando seis anos em cartaz e percorrendo 14 países.

Cena de “Maria, Maria”, o primeiro espetáculo montado pelo Grupo Corpo, em 1976 

Cena de “Maria, Maria”, o primeiro espetáculo montado pelo Grupo Corpo, em 1976.

Este êxito não foi ao acaso, suas novas peças continuaram a lotar teatros confirmando o talento de seus artistas. Hoje a companhia possui 35 coreografias e 2.200 récitas na bagagem e ao todo mantém mais de 10 balés no repertório. Suas apresentações percorrem o mundo em lugares tão diversos quanto Islândia, Coréia do Sul e Líbano. E é essa história de trabalho árduo, criatividade e conquistas que que o Grupo Corpo celebra neste mês com dois balés inéditos, Dança Sinfônica e Suíte Branca, cujas coreografias são respectivamente de Rodrigo Pederneira e Cassi Abranches.

Procurando novamente resgatar suas raízes o grupo buscou a contribuição de dois ícones mineiros para conceber o comemorativo programa duplo. Assinando a trilha de Suíte Branca, balé que abre o espetáculo, está o músico Samuel Rosa, mais conhecido por ser o vocalista da banda de pop rock Skank. A música de Dança Sinfônica, por sua vez, foi elaborada pelo músico e compositor Marco Antônio Guimarães, que convidou para a gravação em estúdio seu grupo, Uakti Oficina Instrumental, um dos mais originais do Brasil, bem como também a excepcional Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, sob a direção do maestro Fabio Mechetti.

Rodrigo Pederneiras, fundador e coreógrafo do Grupo Corpo.

A primeira parte da obra representa todo o passado da companhia, passando pelas dificuldades e sucessos em sua trajetória. Já a segunda parte representa as expectativas para o futuro. O branco do próprio nome da peça, do cenário e dos figurinos simbolizam todas infinitas possibilidades temáticas e induz ao processo criativo. Embora o futuro seja sempre incerto, se depender da dedicação na direção da família Pederneiras, podemos ficar tranquilos que o Grupo Corpo ainda terá muito o que celebrar.

O espetáculo Dança Sinfônica & Suíte Branca estreia dia 5 e fica até dia 9 no Palácio das Artes em Belo Horizonte. Segue para o Teatro Alfa em São Paulo do dia 13 a 23 e termina no no Theatro Municipal do Rio de janeiro com apresentações do dia 3 a 7 de setembro.

“Quando se vê o GRUPO CORPO dançando, é como se as questões do trânsito entre a natureza e a cultura estivessem sendo bem respondidas. São os diversos Brasis, o passado e o futuro, o erudito e o popular, a herança estrangeira e a cor local, o urbano e o suburbano, tudo ao mesmo tempo sendo resolvido como arte. Arte brasileira. Arte do mundo.” Helena Katz, professora e crítica de dança.

Celebre a cultura por meio do Noturno nos Museus 2015

Seguindo a tradição de sempre procurar promover eventos gratuitos e de qualidade, a Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Fundação Municipal de Cultura, apresenta a 3ª edição do Noturno nos Museus. O evento tem por objetivo valorizar os espaços culturais como lugares democráticos, fortalecendo o acesso do público a uma programação gratuita.

noturno-nos-museus-bigO evento se inicia hoje à noite e irá até a madrugada. Foram mobilizados 34 espaços culturais da capital mineira que terão o horário estendido, oferecendo gratuitamente exposições, oficinas de arte, exibições de vídeos, shows, apresentações de dança e espetáculos teatrais. Na abertura, o escritor e ensaísta Pascal Torres, curador do Museu do Louvre, em Paris, ministra a palestra “O museu, reflexo da sociedade contemporânea”, no Museu Histórico Abílio Barreto (MHAB).

O presidente da Fundação Municipal de Cultura (FMC), Leônidas Oliveira, contou ao Estado de Minas que esta edição terá um recorte importante. “Trouxemos ações de vanguarda de diversas áreas artísticas para conversar com os museus, locais que guardam a história e a memória, mas nem por isso deixam de estar abertos à contemporaneidade”, destacou. Ele se referiu ao teatro de sombra, DJs, grafite, performances e, também ao site-specifics (instalações de arte que se relacionam com o ambiente onde são apresentadas).

O evento tem o apoio da Minasmáquinas: cerca de sete ônibus identificados farão o transporte gratuito entre os espaços culturais nas regiões Centro-Sul e Pampulha, no período de 19h às 23h. Na região Centro-Sul, o veículo sairá da Praça da Estação, onde se situa o Espaço 104 e o Museu de Artes e Ofícios, e passará por pontos próximos ao Cine Theatro Brasil, Centro de Referência da Moda, Museu Inimá de Paula, Museu da Imagem e do Som, Museu Mineiro, Arquivo Público Mineiro, Praça da Liberdade, Museu dos Brinquedos e Museu dos Militares Mineiros. E na região da Pampulha, o ônibus vai circular entre o Museu de Ciências Morfológicas da UFMG, Museu do Futebol, Centro de Referência da Cultura Popular, MAP, Casa do Baile, Casa Kubitschek, Fundação Zoo-botânica e Museu da Inquisição.

Os visitantes também terão transporte gratuito entre Pampulha e a Região Centro-Sul, onde haverá veículos designados a fazer paradas apenas na Praça da Liberdade e no Museu de Arte da Pampulha. Os pontos de parada dos micro-ônibus e toda a programação do evento podem ser consultados no site Noturno nos Museus.

Dois dedos de prosa com Luiz Mauro Pennacchi

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Luiz Mauro Penacchi acaba de publicar um livro intitulado Reinado Solitário, uma coletânea de prosas e poesias, a maioria escrita em um momento que a insônia se tornou rotina. Penacchi é paulistano, porém se declara mineiro de coração. Gosta de fotografia, coleciona moedas antigas e ideias sobre tudo ao seu redor, o autor topou um bate papo com o Perfil Bhz, confira abaixo:

No seu perfil você se declara natural de Campinas, porém mineiro de coração, explique um pouquinho sobre essa relação com o estado.

Quando tinha 2 anos, meus pais resolveram mudar para Ouro Fino – Minas Gerais (cidade da família do meu Pai), e desde então vivo aqui, uma cidade acolhedora onde vivi meus melhores momentos e vivenciei oportunidades únicas. Foi sentado na janela da casa da minha avó que aprendi a contar com os vagões da Maria Fumaça que passava na rua de baixo, oportunidade que continuei a vivenciar até 1986, quando o trem já não era mais viável e os trilhos começaram a ser retirados.

Devido a isso e muitas outras fases importantes da minha vida que “adotei” Minas Gerais como um estado o qual aprendi a gostar e admirar.

Por que um livro de poesias?

Desde o mais áureo tempo observava meu talento na escrita e também meu desleixo no quesito organização. Escrevia poesias e crônicas em pedaços de papel, embalagem de pão, guardanapos e em qualquer espaço onde se podia “armazenar” uma frase, uma ideia. Devido a isso, não chamava meus textos de poesias, mas sim de “rabiscos”.

Em uma época da minha vida onde a insônia começava a ser rotina e em plena era digital, comprei uma máquina de escrever, a qual colocava em cima da minha barriga para datilografar deitado, tendo mais organização com os meus “rabiscos”.

Depois de muito tempo, com centenas de poesias escritas e guardadas em uma caixa debaixo da minha cama e com a ideia e incentivo da minha esposa, resolvi criar um livro.

 Qual a sua maior inspiração para a escrita?

A minha inspiração não vem de um nome de um grande escritor, um músico ou um rebelde que incentiva a “massa” na sociedade. Minha inspiração vem da natureza, de imagens, de uma nuvem que passa no céu. Minha inspiração surge com a minha felicidade, revolta ou derrota. Exatamente tudo é motivo de inspiração pra mim.

Ultimamente estou utilizando a fotografia para fonte de inspiração. Pego minha máquina digital, vou para o jardim da minha casa e registro cenas que nunca esperaríamos existir se não estivéssemos procurando a mesma.

 Conte um pouquinho sobre a escolha do título do seu livro, reinado solitário.

Em uma época da minha vida, quando tinha aproximadamente 25 anos, vivenciei a separação dos meus pais. Cada um seguiu sua vida (longe da casa que morávamos) e minha irmã já não morava conosco há alguns anos. Vi-me sozinho, morando em uma grande casa com um jardim imenso e desempregado, onde minhas únicas companhias eram meus cães e minha própria frustração e medo.

Nesta época, desiludido de muita coisa, um dia me peguei observando meu próprio reflexo no espelho, tentando encontrar uma resposta para tudo que estava acontecendo na ocasião. Obviamente que não encontrei uma resposta, mas escrevi “Reinado Solitário”, cujo alguns trechos coloco a seguir:

“O desespero do silêncio é algo incomum.

No silêncio exato, ele persiste em fazer barulho.

Eu ouço, eu sinto que existe algo…

 … Você se torna rei de um império vazio.

Faz-se uma festa para você mesmo, onde será o único convidado…”

Era como me sentia na época: Sozinho, amedrontado, com um império da vida e sem amigos.

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Qual a sua citação favorita?

“— Essa cova em que estás,

com palmos medida,

é a cota menor

que tiraste em vida.

— É de bom tamanho,

nem largo nem fundo,

é a parte que te cabe

neste latifúndio.”

 Morte e vida Severina – João Cabral de Melo Neto

Qual o tipo de música que costuma não faltar na sua playlist?

Músicas. Adoro músicas. Elas me recompõem quando minha alma está dilacerada. Não gosto de novidades ou atualidades. Não tenho nem paciência para ouvi-las. Acredito que o melhor da música já foi feito décadas atrás. Depois disso, é tudo cópia.

Na minha playlist não falta o nosso rock nacional dos anos 80 como Camisa de Vênus, Biquini Cavadão, Cazuza e Raul Seixas. Esses fizeram história, cada um com suas ramificações e um jeito irreverente de ser.

Vira e mexe me pego dentro do meu Ford Maverick ouvindo a música “Simca Chambord”, do Marcelo Nova e fico imaginando aquela época vivida contada na música.

Do rock internacional, muita musica que surgiu nos anos 80 e primórdios, se encontram na minha playlist.

Escuto também muita música clássica, como Mozart, Bethoven e Sebastian Bach.

Da influência do meu pai, aprendi muito sobre o estilo “sertanejo raiz”, cujo a única diferença entre a música e uma excelente poesia está no som da viola.

Para os interessados no velho e bom rock n´roll, sugiro a webrádio Máquina Sonora, que pode ser acessada em www.maquinasonora.com.br. Ela é a minha playlist quando estou “fora de casa”.

Os seus “rabiscos” se inspiram nas diversas fases da sua vida, inclusive um momento depressivo que você viveu, a escrita de alguma forma te ajudou a superar essa fase?

De modo algum. Acredito que na fase depressiva, a escrita não influenciava em nada, apenas serviu para deixar registrado o que estava sentindo na época. Existem dezenas de “rabiscos” desta época que nunca ousei ler depois de escritos.

Têm mais algum projeto pela frente ou por enquanto é apenas o reinado solitário?

Estou no término de um livro de crônicas e poesias, ainda sem data para o lançamento. De projetos tenho algumas histórias para uma série de livros infantis, para o qual estou procurando uma editora para a concretização e uma ideia de um romance. Este último ainda não está no papel, mas está caminhando em meus pensamentos.

Defina Minas Gerais em uma palavra.

Saudosismo.

Se interessou pelo trabalho de Luiz? Você pode acessar a sua fanpage ou adquirir o livro pelo Clube de autores AQUI.