Carnavaliza BH

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Uma das festas mais populares do Brasil, sem dúvida é o carnaval. Todos os anos milhares de turistas desembarcam por aqui para conhecer o grandioso festejo. Em Belo Horizonte a festa ocorre desde o surgimento da cidade, porém perdeu força em algum momento, mas vem retornando com ânimo total. Esse ano promete esquentar a cidade com blocos de rua e desfiles de escolas de samba.

Em 2015 foi surpreendente o número de foliões que encheram as ruas da cidade, aproximadamente 1.450.000 pessoas curtiram a festa na capital mineira. 2016 está prometendo ser o carnaval que irá consolidar a folia na cidade. O número de ambulantes cadastrados foi quase o triplo de 2015, o que mostra um maior interesse no carnaval de Belo Horizonte.

Para a programação completa dos blocos de rua clique AQUI.

E você, vai curtir a folia na cidade? Conte pra gente.

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Maior que a Comic Con?

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O FIQ, Festival Internacional de quadrinhos que ocorreu em Belo Horizonte dos dias 11 a 15 de novembro reuniu os amantes de HQ e artistas de vários locais do Brasil e do mundo.  Em sua 9° edição o homenageado foi Antonio Cedraz, criador da turma do xaxado.  O FIQ ocorre a cada dois anos e é um evento de grande magnitude. Segundo o blog Britânico “Bleeding Cool” o festival já superou em números de visitantes a Comic Con em São Diego.

O evento conta com palestras, oficinas e quadrinhos dos mais variados estilos.  Mauricio de Souza, Duke, Jean Wang, Howard Chaykin e Cameron Stwart são apenas alguns dos diversos artistas que passaram pelo local nos cinco dias de evento. Mario Cesar que compareceu ao evento pela quarta vez frisa a importância desse tipo de acontecimento para a divulgação de artistas brasileiros. “ Isso aqui é um patrimônio brasileiro”, diz ele.

O próximo FIQ ocorre apenas 2017, mas em 2016 a Bienal do livro vem com tudo e já está com a data confirmada, ocorrerá do dia 14 a 24 de abril.

Mais diversidade, por favor!

GIRIAS

Dizem Que mineiro é desconfiado. Dizem também que é tímido, que “come quieto”. Falam que somos todos bons anfitriões e extremamente receptivos. Contam que amamos abreviar as palavras e que temos um sotaque do interior gostoso de ouvir. Especulam que bebemos café, comemos pão de queijo e doce de leite o tempo todo.  Contam que tudo pra nós é trem. Ah não se esqueçam do uai. U-A-I, palavra sem significado certo, mas essencial em um diálogo.

Em um país tão rico, olhar as particularidades de cada estado é fascinante. Cada cantinho tem o seu brilho especial. Os hábitos alimentares, as gírias, os costumes, tudo muda.  Em uma conversa de um Baiano, carioca e um mineiro é nítido quem é quem. O “uai”, o “s” puxado e o “óh meu rei” em tom lento, identifica cada personagem. Isso é o incrível nesse país de proporções gigantescas. Mas, por qual motivo querem camuflar essa diversidade?

Quando ligamos na TV, em um Jornal de alcance nacional, não é visto notícias de todo o território, e nem mesmo o sotaque de cada local. Tudo deve ser alinhado a São Paulo, da maneira mais neutra possível. As novelas não mostram a diversidade cultural, e quando o têm é algo totalmente forçado e exagerado. Um estereótipo deturpado da realidade. O Brasil gira em torno de São Paulo e Rio de Janeiro, o que pode ser plausível se pensarmos que estas duas cidades são realmente importantes para o país. São Paulo como sendo o centro financeiro e Rio como ponto turístico. Mas e as belas praias do nordeste? As belezas do Sul? As cidades históricas mineiras? Falta atribuir valor a essa heterogeneidade brasileira.

Noticie os crimes da Bahia assim como os de São Paulo, divulgue o turismo de outros estados que não o Rio. Coloque uma protagonista com um sotaque mineiro na novela, mas não falo daquela mineira do interior estereotipada que já foi explorada. Falo de uma mineira genuína encontrada andando de shorts jeans e all star na praça sete. Mostre o valor do Brasil. Mostre a grandiosidade desse país que é tão admirado justamente por sua diversidade.

Índios, negros, loiros, ruivos, orientais, mestiços. Esse é o Brasil, isso é o que nos torna únicos e inteiramente brasileiros. Uai, mas esse não era para ser um texto sobre Minas? Ah mineiro é assim mesmo quer juntar todo mundo para uma prosa boa sô.

Belo Horizonte Rosa

Outubro é o mês oficial da conscientização do câncer de mama. É o responsável pela morte de milhares de mulheres anualmente. A campanha outubro rosa surgiu em 1990 e visa alertar da importância do exame de mamografia. Ocorre em diversos locais do mundo e Belo Horizonte não fica de fora. Vários pontos da cidade costumam se colorir para lembrar a todos a importância do exame, além de material publicitário que fica espalhado em diversos cantos da cidade.

Os principais pontos da cidade já ganharam a nova tonalidade no dia 1° do mês, são eles: A cidade administrativa, o pirulito da praça sete, praça da liberdade, praça da estação, além de diversos prédios públicos pelo estado inteiro.

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A partir dos quarenta anos é imprescindível que as mulheres realizem o exame, e com a cidade toda pintada de rosa, vai ser difícil dar a desculpa de que esqueceu. Esse ano a campanha além de debater sobre o câncer de mama, faz a alerta também para o câncer de colo de útero. Fique atenta e divulgue você também a ideia.

 

Se conhecendo por dentro

Museu MorfologiaO museu de Ciências Morfológicas encontra-se na Universidade Federal de Minas Gerais, no campus da Pampulha. É uma ótima pedida para estudantes das áreas da saúde e biológicas, ou apenas para curiosos que é o meu caso. O museu se divide em diversas áreas como exposição da aparelhagem de pesquisa, microscópios e técnicas de conservação. Também é exposto peças reais divididas pelos sistemas do corpo humano, além de mostrar também todas as fases embrionárias da gestação.

O museu foi aberto em 1997 e é o único do gênero no Brasil e América Latina. A visita no mínimo instiga a reflexão e a curiosidade. O espaço tem ainda uma preocupação com a inclusão dos deficientes visuais, a chamada a célula ao alcance da mão, onde os mesmos possuem acesso a modelos tridimensionais representativos de diversas partes do corpo humano.

Para os mais sensíveis essa talvez não seja a opção mais agradável. A  maioria do acervo é formada por peças reais conservadas pelas mais diversas técnicas, e por este motivo é proibido qualquer tipo de fotografia dentro do espaço.

O museu de ciências morfológicas têm ainda um projeto chamado leve a ciência para a vida : projeto de difusão científica de caráter educativo, que se propões a responder questões relativas ao conteúdo da sua pesquisa e realizar conferencias.

O museu funciona de terça à sexta, das 08:00 até as 17:00, e para entrar é cobrado um valor simbólico de R$: 5,00. O museu fica logo atrás do ICB (Instituto de Ciências Biológicas).

Para mais informações acesse  aqui!

“As pessoas não morrem, ficam encantadas”.

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Com uma linguagem própria e uma maneira única de escrever, João Guimarães Rosa conquistou o cenário da literatura brasileira se tornando um ícone de referencia pra diversos escritores.

Nascido em 1908, Guimarães Rosa foi médico, escritor, diplomata, poliglota e gênio. Com diversos livros aplaudidos pela crítica e pelo público, suas obras se tornaram referência. Nascido em Cordisburgo, mudou-se para Belo Horizonte ainda garoto, onde permaneceu por bastante tempo. Cursou medicina na Universidade Federal de Minas Gerais, porém mais tarde admitiu que não teria dom para tal profissão.

Dentre seus livros destaca-se Grande Sertão Veredas, Corpo de Baile e Sagarana, que foi a sua primeira obra a sair em livro. As suas histórias traz sempre como cenário o sertão Mineiro e suas peculiaridades, gírias locais, costumes, fauna e flora. Tudo contado de forma bastante poética e cheio de questionamentos, que eu diria existenciais.

“O senhor não duvide – tem gente, nesse aborrecido mundo, que matam só para ver alguém fazer careta…”

Trecho de Grande Sertão Veredas.

O autor dias antes de sua morte, no ano de 1967 citou a seguinte frase: A gente morre é para provar que viveu, Guimarães provou sim, e ficou encantado e imortalizado como um grande nome da literatura mundial.

Tuk -Tuk em BH

Um triciclo motorizado bem conhecido em países asiáticos invadiu a nossa capital. Chamado de Tuk- Tuk, já podemos ver alguns por aí transportando turistas nos principais pontos da cidade.

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A ideia surgiu de alguns hotéis da capital que começaram a fornecer os passeios com o carro alternativo e tem feito bastante sucesso entre os turistas. Eles costumam visitar locais como: a Serra do Curral, Praça da Liberdade, Praça da Estação, Mercado Central e a região da Pampulha. O passeio costuma sair a partir de R$: 35,00.

Se estiver vindo para a capital mineira, procure saber se o hotel que está se hospedando fornece essa opção de passeio, é uma ótima alternativa para conhecer a cidade.

Festa Junina é bão dimais sô

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A partir do mês de Junho todos esperam ansiosos pelo começo das festividades de São João, Santo Antônio e São Pedro, sim a festa junina, festividade tradicional nessa época do ano para a maioria dos Brasileiros. A tradicional festa surgiu das festividades denominadas Joaninas que comemoravam a fertilidade das terras que veio da cultura Europeia através dos Portugueses, então a festa foi adaptada aos nossos costumes e a igreja católica consagrou as festividades comemorando os santos. No dia 13 a comemoração é para santo Antônio, no dia 24 São João e no dia 29 é o dia de São Pedro.

DANÇA JUNINA

O fato é que todos nós amamos um bom arraial, as cores das bandeirinhas, todos trajados de caipiras, o bom forró, além claro dos maravilhosos quitutes. Uma boa quadrilha tem direito a milho verde, broa de fubá, maçã do amor, pé de moleque, paçoca, canjica, caldos e aquele famoso quentão para tentar espantar o frio dessa época do ano.maçã

Dizem que as festividades Juninas é um ótimo lugar para se encontrar uma paquera. Além de santo Antônio ser considerado o santo casamenteiro, o ambiente proporciona várias oportunidades, é comum encontrar brincadeiras como, por exemplo, o correio elegante e a barraca do beijo. Se ainda não encontrou motivos suficientes para procurar a festa junina mais próxima da sua casa, lembre-se do pé de moleque e da paçoca novamente.

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O arraial de Belô, tradicional aqui na capital ocorre do dia 27 de Junho até a 12 de Julho, considerada uma das maiores festas juninas do Brasil, ocorre em vários pontos da cidade e vale a pena dar uma conferida. A programação completa AQUI.

Viva o teatro na praça!

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No último domingo, dia 21 Belo Horizonte recebeu um grande espetáculo, o musical Cazuza pro dia nascer feliz, aconteceu na praça da Estação ali bem na região central de BH. Quem foi sabe do que eu estou falando, foi maravilhoso. Mas calma não vim aqui para falar do Cazuza, apesar de ter que lutar contra os meus dedos para que eles não comecem a fazer isso. Nesse post quero falar sobre essa iniciativa maravilhosa que é a de trazer o teatro para as praças públicas das principais capitais do Brasil, ainda mais com um espetáculo desse porte.

Ao final da peça o Emílio Dantas, o ator que interpreta o Cazuza após os agradecimentos a rede, que patrocinou a peça e a prefeitura de Belo Horizonte ele falou o seguinte: “Se eu fosse vocês ia bater lá na prefeitura e pedir uma coisa dessa toda semana, todo dia”. Fui pra casa pensando nessa frase e pensando o quanto é sensacional essa ideia do teatro na praça.

Quando um musical como esse estreia nos teatros convencionais, infelizmente não são todos que têm condições para pagar o valor do ingresso, que, diga-se de passagem, não é lá um precinho muito camarada. O teatro em locais públicos de forma gratuita é levar a cultura para a praça, para o povo, para aqueles que não têm como pagar por ele e também para aqueles que têm já que a energia no ambiente ao ar livre é outra, completamente diferente. Quem acompanhou o espetáculo domingo há de concordar comigo, e quem não foi, sinto em dizer, mas perdeu um ótimo evento sem gastar nadinha por ele.

Cazuza uma vez em uma entrevista foi questionado como que se poderia mudar o Brasil, e ele respondeu algo parecido com: “os brasileiros precisam ter acesso a educação e a cultura, quando todos tiverem livre acesso a isso já seria um grande passo dado”. Por isso se o poeta está nos acompanhando de algum lugar ele deve estar achando o máximo às praças lotadas acompanhando a sua trajetória e história de vida.

Se você mora em São Paulo ou no Rio de Janeiro aguarde que a peça ainda passará por ai gratuitamente encerrando a turnê. Se você é de Belo Horizonte e perdeu, vamos torcer juntos para que outras iniciativas como esta ocorram na nossa cidade.

Viva o teatro na praça, viva o Cazuza, e viva a cultura para todos!

Primeiro podcast do Perfil BHZ

Tem alguma história bacana de Belo Horizonte, um local especial, um barzinho que gosta de frequentar ou um point que te encanta? Conta pra gente e compartilhe sua experiência conosco. Nesse podcast entrevistamos algumas pessoas que nos contam um pouquinho sobre seus locais favoritos e histórias marcantes de Belo Horizonte. Um grande abraço e até a nossa próxima publicação.