Isaura mineira?

Bernardo Guimarães, autor brasileiro nascido em 1825 é considerado um grande escritor do romantismo nacional. Mineiro nascido em Ouro Preto formou-se em direito, porém não tinha muita afinidade com a profissão. A literatura desde sempre encantou o rapaz que era amigo próximo dos grandes escritores Alvarez de Azevedo e José de Alencar. Escreveu diversas obras. A que se destacou e o tornou popular foi o romance A escrava Isaura.

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A escrava Isaura foi publicado originalmente em 1875, treze anos antes da assinatura da lei áurea que abolia de vez a escravidão no nosso país. No momento de sua publicação já se vivia uma época de questionamentos e discussão acerca da escravidão. O livro foi extremamente importante, pois aqueceu ainda mais os debates da época.

Ícone do estilo romântico, a história se passa em torno de Isaura, uma escrava branca, criada como uma verdadeira dama. Isaura é uma mulher idealizada, descrita como modelo de perfeição, de beleza estonteante, educação impecável e honra intacta.

Isaura por sua beleza sempre recebeu muitos galanteios de diversos homens, contudo não dava ouvidos a nenhum deles. Sempre muito recatada não se achava superior as demais escravas por sua posição previlegiada. Depois da morte de sua senhora, Isaura ficou a mercê dos cuidados de Leôncio. Esse um rapaz sem escrúpulos, gostava apenas dos prazeres da vida, bebidas, mulheres e dinheiro. Leôncio então passa a cercar Isaura e ameaça-la, até que a pobre escrava resolve fugir com o seu pai para longe.

Refugiada em Recife, Isaura se apaixona por Álvaro, tendo o seu amor correspondido. Álvaro, rico e da alta sociedade ao saber que a sua amada era uma escrava faz de tudo para ajudar a libertá-la. Leôncio ao encontrar o paradeiro de Isaura, e depois de gastar todo o seu esforço e dinheiro em sua obsessiva busca trancafia a moça, que ao final é salva por seu amor, Álvaro. Totalmente perturbado, Leôncio acaba com um final trágico. Uma típica fórmula das obras românticas.

“-Era uma triste amor na verdade, um amor de escrava, um amor sem sorriso nem esperanças. Mas a ventura de ser amada pelo senhor era uma ideia tão consoladora para mim”.

Trecho do livro.

A maioria das pessoas, principalmente os jovens têm certa resistência a ler os clássicos por sua linguagem extremamente rebuscada e de difícil interpretação. A escrava Isaura é uma exceção. Com uma linguagem bem acessível, marcada apenas por gírias da época de fácil compreensão. Além de ser um ícone da literatura brasileira, retrata um período histórico importante e que formou o Brasil como conhecemos hoje. Uma coisa interessante sobre a leitura são os momentos em que o autor conversa diretamente com o escritor, realçando certas partes da história ou explicando os fatos ocorridos.

Escrava Isaura se tornou popular por suas diversas adaptações para a televisão. A rede Globo e a Record já adaptaram o romance, sendo um grande sucesso de público.  Fora do país a repercussão das novelas brasileiras também foi também muito positiva.

 A rede Globo de televisão foi a primeira a adaptar o romance, em 1976. Lucélia Santos foi a responsável a dar vida a escrava. O papel rendeu a atriz o prêmio Águia de Ouro, na China. Primeira atriz estrangeira a receber o prêmio no país. A atriz foi premiada por vários outros prêmios em diversos lugares do mundo. A escrava Isaura está na lista das novelas mais comercializadas no exterior, mesmo depois de tantos anos. Uma curiosidade é que em certo momento da novela a censura proibiu que se usasse a palavra “escravo”, foi necessário então substituir a palavra por “peça”.

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Bernardo Guimarães morreu em 1884, deixando obras como O seminarista, A dança dos ossos e O Ermitão de Múquem. O Perfil Bhz inclusive já fez um post sobre O seminarista que você pode conferir Aqui. O autor é dono de uma das cadeiras da Academia Brasileira de Letras.

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Primeiro podcast do Perfil BHZ

Tem alguma história bacana de Belo Horizonte, um local especial, um barzinho que gosta de frequentar ou um point que te encanta? Conta pra gente e compartilhe sua experiência conosco. Nesse podcast entrevistamos algumas pessoas que nos contam um pouquinho sobre seus locais favoritos e histórias marcantes de Belo Horizonte. Um grande abraço e até a nossa próxima publicação.

O gigante da Pampulha

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Que a lagoa da Pampulha tem um vasto conjunto arquitetônico é fato, sem estar na orla da lagoa, mas bem próximo uma construção se destaca como um dos maiores símbolos de BH, o Mineirão, seu verdadeiro nome e Estádio Governador Magalhães Pinto, estádio construído de 1964 a 1965 foi construído para abrigar os times de Belo Horizonte que estavam em ascensão na década de 60, logo se tornou não só um dos lugares mais queridos e frequentados de BH, mas também um símbolo da capital mineira.

Hoje o Mineirão e a casa do Cruzeiro e recebe jogos ocasionais do Atletico-MG que durante a reforma do estádio para a copa do mundo de 2014 passou a jogar no estádio Independência no tradicional bairro do Horto. O gigante da Pampulha tem uma vasta historia para o futebol nacional, foi o lugar onde ocorreu a partida Brasil x Alemanha na copa do mundo de 2014 que foi o maior vexame da seleção brasileira, também foi o lugar da ultima partida do Jogador Romário, foi casa de cinco finais de libertadores, e foi tombado como patrimônio de Minas Gerais.

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O Mineirão não e só futebol, la aconteceu vários shows de grandes artistas internacional, como Kiss, Elton John, Black Sabbath, Paul McCartney, Guns N’ Roses, Beyoncé.

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A Culinária do Mineirão também tem destaque, o carro-chefe do Mineirão e o famoso tropeiro, todos que vem visitar o estádio provam e aprovam o famoso tropeiro.

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Com capacidade para 61 mil torcedores o Mineirão hoje e um estádio moderno, do lado de fora tem uma grande esplanada que e usada para shows e eventos, estádio padrão FIFA pode receber qualquer competição internacional, um dos símbolos das tradições mineiras dentro e fora do campo.

O Mineirão e nosso!

Domingo é dia de feira hippie

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Quem é Belo Horizontino já sabe, todo domingo é dia da famosa feria Hippie, que de hippie já não tem mais nada. Antes a feira acontecia na Praça da Liberdade, porém em 1991 a praça já não comportava tantos comerciantes, a prefeitura então reconhece a feira hippie como Feira de Arte e Artesanato e Produtores Variedades de Belo Horizonte e instala na Avenida Afonso Pena onde é exposta até hoje.

Na feira é possível encontrar de tudo um pouco, artesanato, bijuteria, móveis, decoração além de claro culinária, as barraquinhas contendo os mais diversos quitutes de várias partes do Brasil chamam a atenção e atrai clientes.

Um dos pontos de encontro entre Mineiros, além de ponto turístico a feira ativa desde 1969 é um local de compras, memórias e histórias da capital mineira. Cerca de oitenta mil pessoas passam pelo local aos domingos, com aproximadamente 2.300 expositores é de extrema importância para a economia da capital, gerando emprega e renda para milhares de Belo Horizontinos, além de corresponder a aproximadamente 0,04% do PIB da cidade.

Se você é de Belo Horizonte e ainda não conhece a maior feira a céu aberto da América Latina, calma, domingo tem mais, se não mora por aqui, não se esqueça de passar por lá. A feira acontece todos os domingos, das 7 ás 14 horas, na Avenida Afonso Pena entre as ruas da Bahia e Guajajaras.

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Sabino, de Belo Horizonte para o mundo

Belo Horizontino, Fernando Sabino é apenas mais uma das personalidades que traz orgulho a Minas e ao Brasil. Escritor e Jornalista, nasceu em 12 de outubro de 1923, um garoto precoce, escreveu seu primeiro texto aos 13 anos, publicado por uma revista da polícia mineira. Seu primeiro livro publicado foi Os grilos não cantam mais, em 1941. Com diversas obras conhecidas, algumas foram adaptadas para o cinema como: O homem nu e O grande mentecapto.

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Sabino era um homem do Brasil e do mundo, fez o curso primário no grupo escolar Afonso Pena em Belo Horizonte, Cursou direito na Universidade Federal do Rio de Janeiro, em 1946 muda-se para Nova York onde fica dois anos, e foi lá que iniciou o romance O Grande Mentecapto que só finaliza  o trabalho 33 anos mais tarde. O escritor também já morou em Londres, e viajou por diversos países da Europa, América e extremo oriente.

“De tudo ficaram três coisas: a certeza de que ele estava sempre começando, a certeza de que era preciso continuar, e a certeza de que seria interrompido antes de terminar. Fazer da interrupção um caminho novo. Fazer da queda um passo de dança, do medo uma escada, do sono uma ponte, da procura um encontro”.

Trecho do livro Encontro Marcado.

Além do talento por qual é reconhecido, Sabino quando mais jovem, já foi escoteiro, nadador, já prestou serviço militar, professor de português e funcionário da secretária de Finanças do Estado de Minas Gerais. Isso são penas alguma das funções já exercidas pelo mestre.

Fernando Sabino faleceu em 2004, porém seu legado ficou, enchendo de Orgulho sua terra Natal. Quem ainda tem dúvidas que Belo Horizonte é um lugar especial?

Circuito cultural praça da liberdade

Com a inauguração da cidade administrativa de Minas Gerais em 2010, que abriga a sede do governo e todas as secretarias do estado, os antigos prédios que eram usados para esse fim na praça da liberdade em Belo Horizonte ficaram vagos, então surgiu à ideia de usar os prédios para fins culturais.

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O governo de Minas se juntou com a iniciativa privada, e reformou os espaços que são: Arquivo público mineiro, Biblioteca publica estadual Luiz de Bessa, Casa de cultura Fiat, Cefar liberdade, centro cultural banco do Brasil, centro de arte popular – Cemig, espaço do conhecimento UFMG, horizonte SEBRAE – casa da economia criativa, MM gerdal – museu das minas e do metal, museu mineiro, palácio da liberdade, praça da liberdade.

O circuito praça da liberdade e o maior complexo cultural do país, e ocorreu um fato bastante curioso na reforma do antigo prédio de estado de defesa social, quando trabalhadores da empreiteira estavam fazendo a reforma do piso tiveram uma grande surpresa, acharam armas escondidas, pistolas, revolveres, punhais, mais de 500 peças foram encontradas especialistas dataram a peças do final do século XIX para o começo do século XX, peritos na área acreditam ser comum essa pratica na época.

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Todos os prédios estão no entorno da praça da liberdade, e cada um foi transformado em um espaço cultural de acesso livre ao publico. No site do circuíto cultural praça da liberdade podemos ter acesso a toda a programação. Nos espaços se encontram centros culturais, museus, escolas de artes, bibliotecas  a restaurações de todos os edifícios são supervisionadas pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais.

No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho

6a00d83467174c53ef017d3d244bd5970c-800wiCarlos Drummond de Andrade, nasceu em 31 de outubro de 1902, e morreu aos 85 anos em 1987. Nascido em cidade pequena, Itabira interior de Minas Gerais, desde muito cedo era um garoto quieto e cheio de imaginação. Cursou farmácia, porém nunca exerceu a profissão. Já trabalhou como professor de Português e foi funcionário público. Em 1930, publicou o seu primeiro livro, Alguma poesia, com uma tiragem de apenas 500 exemplares, mas foi só em 1945 que se consolidou como escritor com o livro A rosa do povo. Sempre escreveu de tudo, crônicas, literatura infantil, conto, porém sempre deu maior ênfase a poesia. Seus livros já foram publicados em diversos países, como Chile, Peru, cuba, Estados Unidos, Suécia, dentre outros.

No meio do caminho

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.

Considerado um dos escritores mais importantes do século XX, sua obra já foi severamente criticada pela imprensa, na sua publicação “no meio do caminho” a imprensa da época chegou a falar que aquilo não era poesia, e sim uma provocação por se tratar de meras repetições. Em Itabira, cidade natal do poeta existe o memorial Carlos Drummond de Andrade, com o intuito de preservar a memória do escritor, foi inaugurado em 1998, e tem o projeto arquitetônico assinado por ninguém menos que Oscar Niemayer, que, diga-se de passagem, era amigo pessoal do escritor. Com um acervo bem rico, o espaço é um dos principais pontos turísticos da cidade, que é conhecida justamente por ser a cidade natal do famoso escritor. Memorial-CDA

Maletta, uma cidade dentro de outra cidade

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O Conjunto Maletta, encontra-se no centro de Belo Horizonte, no cruzamento entre a Avenida Augusto de Lima e a Rua da Bahia. Fundado sobre o antigo Grande Hotel em 1957, levou o nome de seu proprietário, Arcângelo Maletta. Embora não tenha o glamour da hospedaria, foi projetado para ser um prédio supermoderno.

Atualmente a primeira escada rolante da cidade não funciona mais, porém o conjunto se destacou mesmo foi pela efervescência cultural. Com três blocos, 19 andares e 380 apartamentos, circula-se diariamente mais de 10 mil pessoas, fazendo jus ao slogan da sua época de construção “Uma cidade dentro de outra cidade”. Seu uso é tanto comercial, quanto residencial. Seus apartamentos são principalmente visados por estudantes e pessoas do interior que vieram tentar a sorte na capital.

usados com arteDurante o dia funciona mais de 150 lojas, e boa parte delas é uma viagem ao passado. Em seus corredores encontramos a loja de Seu Silas, que conserta máquinas antigas que são verdadeiras relíquias, há também sebos, brechós, barbearias, relojoarias e alfaiatarias. Livrarias como a Shazam e a Eldorado são os locais ideais para quem quer encontrar livros raros. E se sua paixão for discos de vinil, as melhores opções são o Letra e Música e o Usados com Arte.

Desde sua criação, o Maletta foi reduto de escritores, boêmios, artistas e intelectuais, tornando-se ponto de encontro de esquerdistas que discutiam política durante a ditadura militar. Em seus apartamentos muitos refugiados políticos encontraram abrigo. E em seus bares e restaurantes muitas decisões mudaram o rumo de Minas Gerais e até do país. Um dos pontos de destaque, é a Cantina do Lucas, tombado pelo Patrimônio Histórico e Cultural em dezembro de 1997.

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O restaurante teve outros nomes, mas só em 1962 foi batizado em homenagem ao seu antigo proprietário, o mestre Lucas. Hoje quem comanda é Edmar Roque que preservou todas os detalhes da casa, servindo os mesmos pratos de sua inauguração. Ao longo das décadas, a Cantina continuou sempre se destacando pela excelência na culinária e no atendimento. Contudo, a característica mais marcante sempre foram seus clientes, militantes do movimento estudantil, membros dos partidos comunistas, músicos como a turma do Clube da Esquina, diretores de cinema como Carlos Prates Corrêa e Shubert Magalhães, jornalistas como Ronaldo Brandão e Flávio Márcio, escritores como Murilo Rubião e Fritz Teixeira de Salles, e muitos outras personalidades foram frequentadores assíduos.

OlympioPorém, a personalidade mais querida foi o garçom, Sr. Olympio Peres Munhoz. Falecido em 2003, aos 84 anos, foi imortalizado pelo Guiness Book, ao se tornar o garçom que ficou mais tempo em atividade em todo país. Sua foto decora a parede do restaurante e seus casos ainda são lembrados com carinho pelos clientes. Durante a ditadura, Sr. Olympio conhecia todo o pessoal da resistência política, bem como os da repressão, assim sempre que os avistava no restaurante ele usava um código para alertar os militantes. Ele costumava passar discretamente perto das mesas e dizia “hoje não há filé cubano”, deste modo seus amigos eram alertados do perigo.

O edifício que por um tempo ficou com fama de mal frequentado e de possuir bordeis em seus apartamentos, passou por uma revitalização e grandes mudanças. Nos últimos anos, o varandão do Maletta se transformou graças aos bares que surgiram no segundo andar, atraindo um público mais jovem e alternativo. O espaço é imperdível para quem busca cervejas importadas, drinques elaborados e uma comida de boteco mais moderna. O clima é de total desconcentração, tornando um local excelente para conhecer pessoas novas. Entre as mesas passam diversos artistas vendendo sua arte, como imãs, quadrinhos e poesias.

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É lá que fica o Olympio, em homenagem à memória do garçom da Cantina. O bar surgiu da vontade de um grupo de amigos, que juntos formaram uma cooperativa para não ter mais patrão.   Com decoração feita toda de materiais recicláveis e servindo uma excelente comida vegana, o bar é um dos mais disputados do edifico.

O Arcângelo Café é um dos mais antigos do varandão. Eleito em 2014 o melhor happy hour pela Revista Veja BH, o local possui vista para arquitetura neogótica do Centro de Cultura de Belo Horizonte, e é ponto de encontro de gente descolada. Mais de sessenta obras decoram o espaço e no cardápio há mais de trinta opções de drinks. O mais famoso é o rabo de galo, composto de um shot de tequila, um de suco de laranja e outro de suco de tomate com pimenta tabasco que sai por apenas R$12,00.

Já o Objetoria, é um das novidades, aberto em 2013, o bar chama atenção pelas bugigangas e decoração retrô. Televisões antigas, máquinas de escrever e câmaras fotográficas analógicas ajudam a compor o mini museu. No mezanino há videogames antigos, como Atari, Mega Drive e Super Nintendo que ficam à disposição de quem quiser jogar. Há ainda um brechó que faz sucesso entre as meninas. O cardápio com deliciosos crepes, sanduíche e petiscos deixa o mais exigente cliente satisfeito.

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Muitos são os bares que se pode recomendar no Maletta e muitas são suas atrações. O importante é não deixar de conhecer o metro quadrado mais boêmio da capital mineira. Pois bom mesmo é desbravar pessoalmente o conjunto, sentir a nostalgia do passado, a simpatia de seus funcionários, o carinho de seus moradores e degustar o que há de melhor no coração de Belo Horizonte.

O pirulito da praça sete na Savassi ?

Sim, o obelisco da praça sete de setembro já passou um período na praça Diogo de Vasconcelos na Savassi.pirulito-savassi

Em 1962 o prefeito que estava no poder de Belo Horizonte era Amintas de Barros, que retirou o obelisco da praça sete devido ao numero crescente de carros que trafegava no local. O monumento ficou abandonado em um lote vago ao lado de um museu na região centro sul de BH, no local do pirulito ficou uma homenagem a grandes políticos mineiros que em 1970 foi transferido para o parque municipal. A pedidos de moradores da capital o obelisco saiu do lote vago e foi transferido para a praça Diogo de Vasconcelos na Savassi em 1963.

Depois que o monumento que ocupou o lugar do pirulito foi transferido para o parque municipal a praça ficou sem qualquer marco histórico, e isso só mudou em 1980 quando a população da capital mineira reivindicou a volta do pirulito ao seu lugar de origem, de 1980 ate hoje nunca mais foi cogitado a mudança do obelisco.

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O famoso cemitério do Bonfim

Belo Horizonte de tantos pontos turísticos, tem no cemitério do Bonfim o seu ponto turístico mais inusitado. O cemitério e mais antigo que a propia Belo Horizonte que tem data de fundação de 12 de dezembro de 1897, já o cemitério tem data de fundação de 08 de fevereiro de 1897.

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O local passou a chamar mais atenção quando em 2014 a prefeitura municipal de Belo Horizonte começou a realizar visitas guiadas ao cemitério, alem de ter varias pessoas famosas enterradas lá, chama a atenção as esculturas decorativas nos túmulos, feitas por imigrantes que ajudaram na construção da cidade.

Entre pessoas famosas que lá estão enterradas podemos destacar, Padre Eustáquio, Olegário Maciel, Benedito Valadares, Raul Soares, Roberto Drummond, Pedro Rousseff pai da atual presidente Dilma.

As visitas guiadas são feitas através do telefone 31-32775398 ou pelo e-mail agendaparques@pbh.gov.br o passeio e gratuito.