A Magia de Cálix

Ao misturar instrumentos tão diferentes como guitarra, bandolim e flauta, a banda mineira Cálix, faz seus ouvintes sonhar com um mundo de fantasia. Suas letras são verdadeiras poesias inspiradas em mitologias e sua música possui fortes influências de clássicos feito Jethro Tull, Beatles, The Who e Pink Floyd.

A banda formada pelo quinteto Renato Savassi (vocal, flauta, violão e bandolim), Sânzio Brandão (guitarra e violão), Marcelo Cioglia (baixo e vocal), Rufino Silvério (teclado e vocal) e André Godoy (bateria), começou a se apresentar em bares e calouradas em 1996,  fazendo covers de clássicos do rock internacional. Dois anos depois lançaram suas primeiras músicas autorais: “Novidades”, “Dança com Devas”, “No More Whispers” e “Caxinguelê”. Mil cópias foram vendidas somente mão a mão.

Em abril de 2000 surgiu o primeiro disco “Canções de Beurin”. Nesta época já contavam com uma legião de fãs pela capital mineira e o show de lançamento no Minascentro foi um grande sucesso. De forma independente, o álbum saiu com três mil cópias que foram vendidas em 5 meses, e logo foram prensadas mais 5 mil cópias. O disco foi distribuído inicialmente em Belo Horizonte e, através do selo Rock Symphony,  passou a ser vendido por todo o Brasil e também na Ásia, América Latina e Europa.

Após ganharem o mundo, Cálix recebeu o prêmio de melhor banda nacional de rock progressivo pelo site Rock Progressivo Brasil e recebeu uma lista de elogios de revistas especializadas no país e no exterior. Sendo considerada pela revista Holandesa Background Magazine um dos melhores discos sul-americanos dos últimos tempos.

Após dois anos de intenso trabalho, compondo, ensaiando e inovando ainda mais nos ritmos e melodias, o disco “A Roda” foi lançado no Grande Teatro do Palácio das Artes em Belo Horizonte com participação da orquestra de câmara do Sesiminas, se tornando mais um sucesso entre os fãs e a crítica. Durante sua trajetória, Cálix produziu também o álbum Ventos de Outono e um DVD  ao vivo se consagrando como uma das maiores bandas independentes do país. Graças a energia contagiante no palco e o seu instrumental rico e variado, eles continuam a fazer shows de norte ao sul do país, agradando pessoas de todas as idades.

Na última virada cultural, embora possuíssem um dos horários mais ingratos do evento, às 06:30, a banda foi responsável por um enorme público, emocionando os músicos. Muitos dos presentes driblaram o sono e mesmo após inúmeras apresentações aguardaram ansiosamente o show mágico de Cálix que como sempre atendeu a expectativa de todos os presentes.

Virada Cultural chega ao terceiro ano valorizando artistas locais


A terceira edição da Virada Cultural de Belo Horizonte começa às 19h do dia 12 e segue até as 19h do 13 de setembro.  As 24 horas de atrações ininterruptas irá reunir os melhores artistas das mais diversas áreas como: música, teatro, dança, circo, audiovisual, literatura, artes plásticas, moda e gastronomia.

Este ano a proposta é trazer para o debate o uso do espaço público, a sustentabilidade, mobilidade e novas vivências. Deste modo, todas as apresentações serão gratuitas, com destaque a inúmeros artistas locais e a diversidade de expressões e gêneros artísticos. Para garantir a mobilidade do público, a FMC vai instalar 3 km de um circuito de bike provisório, interligando todos os palcos da região central. A BHTrans também fará alterações em locais de shows e apresentações artísticas.

Ao todo, serão cerca de 600 atrações em 17 palcos, como o Parque Municipal, Viaduto Santa Tereza, rua Guaicurus, Praça 7, além de lugares insperados, como a escadaria do Edifício Sulacap, na avenida Afonso Pena, no centro, o Cemitério do Bonfim, e o Palco da Praça da Pampulha.

Sepultura foi a primeira grande atração confirmada do evento. O show será a céu aberto na Praça da Estação às 00:30 do dia 13. O grupo aproveita o evento para comemorar em sua terra natal os 30 anos de carreira completados neste mês.  A banda composta por Andreas Kisser (guitarrista), Paulo Jr (baixista), Eloy Casagrande (baterista) e Derrick Green (vocalista), surgiu inicialmente no tradicional bairro Santa Tereza e conquistou primeiro o mundo para depois entrar no coração de seus conterrâneos. Hoje são consagrados como uma das bandas mais influentes do heavy metal, e continua sendo uma das principais referências a cada nova geração de headbangers brasileiros.

Outros artistas de destaques da Virada Cultural 2015 são Felipe Cordeiro, Ivan Lins & Orquestra Arte Viva, Chitãozinho e Xororó e o grupo Molejo. Para abrir o evento, os organizadores convidaram 20 artistas mineiros para prestar uma homenagem ao ilustre compositor Fernando Brant justamente no dia em que completarão três meses de sua morte.

Além de música, a programação contempla, o Gastro Park, no Cidade Jardim; uma série de atividades voltadas para o público infantil na Praça da Estação; o Mundialito de Rolimã do Abacate, no bairro Salgado Filho; e o Campeonato de Gaymada, além de espetáculos de teatro, circo e dança.

Confira a programação completa na página do evento.

Viva o teatro na praça!

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No último domingo, dia 21 Belo Horizonte recebeu um grande espetáculo, o musical Cazuza pro dia nascer feliz, aconteceu na praça da Estação ali bem na região central de BH. Quem foi sabe do que eu estou falando, foi maravilhoso. Mas calma não vim aqui para falar do Cazuza, apesar de ter que lutar contra os meus dedos para que eles não comecem a fazer isso. Nesse post quero falar sobre essa iniciativa maravilhosa que é a de trazer o teatro para as praças públicas das principais capitais do Brasil, ainda mais com um espetáculo desse porte.

Ao final da peça o Emílio Dantas, o ator que interpreta o Cazuza após os agradecimentos a rede, que patrocinou a peça e a prefeitura de Belo Horizonte ele falou o seguinte: “Se eu fosse vocês ia bater lá na prefeitura e pedir uma coisa dessa toda semana, todo dia”. Fui pra casa pensando nessa frase e pensando o quanto é sensacional essa ideia do teatro na praça.

Quando um musical como esse estreia nos teatros convencionais, infelizmente não são todos que têm condições para pagar o valor do ingresso, que, diga-se de passagem, não é lá um precinho muito camarada. O teatro em locais públicos de forma gratuita é levar a cultura para a praça, para o povo, para aqueles que não têm como pagar por ele e também para aqueles que têm já que a energia no ambiente ao ar livre é outra, completamente diferente. Quem acompanhou o espetáculo domingo há de concordar comigo, e quem não foi, sinto em dizer, mas perdeu um ótimo evento sem gastar nadinha por ele.

Cazuza uma vez em uma entrevista foi questionado como que se poderia mudar o Brasil, e ele respondeu algo parecido com: “os brasileiros precisam ter acesso a educação e a cultura, quando todos tiverem livre acesso a isso já seria um grande passo dado”. Por isso se o poeta está nos acompanhando de algum lugar ele deve estar achando o máximo às praças lotadas acompanhando a sua trajetória e história de vida.

Se você mora em São Paulo ou no Rio de Janeiro aguarde que a peça ainda passará por ai gratuitamente encerrando a turnê. Se você é de Belo Horizonte e perdeu, vamos torcer juntos para que outras iniciativas como esta ocorram na nossa cidade.

Viva o teatro na praça, viva o Cazuza, e viva a cultura para todos!

Viaduto Santa Tereza a casa da cultura hip hop em BH

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Fazer do viaduto Santa Tereza a casa do hip hop não foi fácil, depois de uma luta contra a vizinhança próxima ao viaduto que reclamava do som alto e da grande aglomeração de pessoas, de uma batalha contra a polícia militar e ate da reforma do próprio viaduto que e um monumento tombado e um símbolo de Belo Horizonte pelos seus arcos, o hip hop venceu.

Jovens Belo-horizontinos se reuniam de baixo do viaduto para fazer rimas uma vez por semana, esse evento foi crescendo e ganhado cada vez mais frequentadores ate se tornar um dos maiores eventos da cultura hip hop do brasil.

O duelo de MC’s de BH e um dos poucos do Brasil que não cobram a entrada, isso faz com que pessoas menos desfavorecidas tenham acesso à cultura de rua, no duelo existem vários tipos de batalhas, uma vez por semana acontece uma diferente, em 2013 o viaduto recebeu o a edição nacional de duelo de MC’s

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Elas são:

1ª semana do mês – Batalha tradicional. Cada MC tem dois rounds de 45 segundos para derrubar seu adversário com rimas de ataque e defesa.

2ª semana do mês – Batalha do conhecimento. Vence o que rimar melhor sobre a temática proposta.

3ª semana do mês – Batalha do bate e volta. Ataque e resposta entre os MC’s no compasso da música.

4ª semana do mês – Batalha de dança. Disputa entre os melhores dançarinos.

O duelo de MC’s acontece toda sexta-feira a partir das 21h em baixo do viaduto Santa Tereza, vá conhecer e se apaixone pela cultura de rua de BH.

Prestigiada Clara Sverner, estreia a primeira edição do “Piano para todos”, em Belo Horizonte.

Com um repertório meticulosamente escolhido, incluindo grandes compositores como Chiquinha Gonzaga, Heitor Villa-Lobos, Glauco Velasquez, Mozart, Debussy, Ravel e Chopin, a brasileira renomada, pianista intérprete da música erudita, apresenta-se em Belo Horizonte pelo projeto de democratização da música, Piano para todos, em sua primeira edição, no palco do Palácio das Artes.

Piano para Todos | Clara Sverner – 19 de Junho, Sexta às 20h30

Sala Juvenal Dias / Palácio das artes

Ingressos: Preço único de R$ 20,00 – Informações para o público: (31) 3236-7400


Reconhecida pelo público e pela crítica no Brasil e exterior, Clara Sverner é uma das concertistas mais importantes do cenário internacional, com mais de 50 anos de carreira e duas indicações ao Grammy Latino, famosa por sua inquietude e ousadia ao piano. Iniciou seus estudos em São Paulo com o professor José Kliass e aperfeiçoou-se nos centros musicais mais avançados como o conservatório de Genebra, onde recebeu uma medalha de ouro e o Mannes College of Music de Nova York.

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Clara Sverner teve sólida formação que se iniciou em São Paulo com o professor Jose Kliass que estudou em Berlim com Martin Krause, aluno de Liszt. Fez mestrado com Louis Hildebrand no Conservatório de Genève aonde ganhou Medalha de Ouro, e aperfeiçoou se em Nova York com Leonard Shure, assistente de Artur Schnabel. Aperfeiçoou-se mais tarde nos centros musicais mais avançados, como o Conservatório de Genebra, medalha de ouro e o Mannes College of Music de Nova Iorque. Premiada no Concurso Internacional Wilhelm Backhaus, ainda adolescente iniciou a vitoriosa carreira que a tornou uma das mais prestigiadas virtuoses brasileiras.

Apresentou-se em recitais e concertos por todos os cantos do Brasil e em turnês para platéias da Europa, dos Estados Unidos, do Japão e de Israel. Em seus programas exibe um repertório que escolhe minuciosamente e onde inclui desde antigos virginalistas ingleses do século XVI até os principais representantes do século XX. Clara Sverner é uma artista inquieta que não se cansa de se aperfeiçoar, pesquisar e ousar. No domínio da música clássica brasileira, foi a principal responsável pela redescoberta da obras de Glauco Velásquez.

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Pioneira na revalorização da produção pianística de Chiquinha Gonzaga, a quem dedicou várias gravações. Na sua secunda parceria com o saxofonista Paulo Moura aboliu fronteiras, abriu-se para outros universos sonoros, explorando um repertório que abrangia desde os clássicos da nossa música popular, como Pixinguinha, até obras especialmente compostas para o duo por Almeida Prado, Gilberto Mendes e Ronaldo Miranda. A discografia de Clara Sverner, que reflete sua estética apurada e seu espírito de vanguarda, consiste em 25 títulos, distribuídos internacionalmente.

Em 2005 ganhou o Premio TIM de música erudita com o cd Mozart Por Clara Sverner vol.2 vol.3 foi indicado ao Grammy Latino Em 2009 lança a caixa com a coleção completa das Sonatas de Mozart. E agora em2010, Chopin por Clara Sverner.

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DISCOGRAFIA:

1970, LP Clara Sverner

1971, LP Clara Sverner “A música brasileira para piano” – Melhor disco do ano – O Estado de São Paulo

1974, LP Clara Sverner – Ravel, Webern, Alban Berg e Satie

1977, LP Clara Sverner interpreta Clauco Velasquez

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1976, LP Rio de Janeiro, Clara Sverner

1980, LP O Piano de Chiquinha Gonzaga, Clara Sverner

1981, LP O Piano de Chiquinha Gonzaga, por Clara Sverner Vol 2

1982, LP Clara Sverner interpreta Eduardo Souto

1982, LP Clara Sverner e Paulo Moura

1984, LP Clara Sverner interpreta Glauco Velasquez Devaneio

1984, LP Encontro

1984, LP Clara Sverner & João Carlos Assis Brasil interpretam Joplim e Satie

1985, LP Clara Sverner & João Carlos Assis Brasil interpretam George Gershwin e Maurice Ravel

1986, LP Clara Sverner e Paulo Moura, Vou Vivendo

1988, LP Clara Sverner e Paulo Moura imterpretam Pixinguinh

1989, LP Clara Sverner, de Chopin a Jobim

1991, LP Heitor Villa-Lobos – Alma Brasileira

1996, LP Clara Sverner e Paulo Moura

1998, CD Chiquinha Gonzaga por Clara Sverner

2001, CD O Piano nas Américas

2003, CD Mozart por Clara Sverner, Vol. 1

2004, CD Mozart por Clara Sverner, Vol. 2

2005, CD Mozart por Clara Sverner, Vol. 3

2006, CD Heitor Villa-Lobos por Clara Sverner

2007, CD Mozart por Clara Sverner, Vol. 4

2008, CD Mozart por Clara Sverner, Vol. 5

2009, Edição Especial

2010, Chopin por Clara Sverner

2012, Ravel + Debussy

Fonte: www.clarasverner.com/biografia

Clube da Esquina: Música e Amizade

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Surgido pela a amizade de Milton Nascimento e os irmãos Borges no início da década de 1960 em Belo Horizonte, o Clube da Esquina foi um movimento musical que reunia alguns jovens no cruzamento das ruas Divinópolis com Paraisópolis no tradicional bairro de Santa Tereza. Com o tempo o grupo foi ganhando outros integrantes, seus principais participantes foram: Tavinho Moura, Wagner tiso, Tadeu Franco, Milton Nascimento, Lô Borges, Beto Guedes, Márcio Borges, Ronaldo Bastos, Fernando Brant, Toninho Horta, Flávio Venturini, e os integrantes do 14 bis. Naquela esquina os jovens amigos conversavam, tocavam e claro cantavam.

O nome do grupo desperta bastante curiosidade e existem duas histórias sobre a escolha desse nome, a primeira seria que o nome do grupo foi ideia de Márcio que ao ouvir a mãe perguntar dos filhos, ouvia a mesma resposta: “Estão lá na esquina, cantando e tocando. E a segunda foi meio por acaso quando um dos amigos que possuía uma condição financeira melhor chamou o restante do grupo para irem para o clube se divertir, como não tinham dinheiro para frequentar esses lugares um deles respondeu, “Nosso clube é aqui,na esquina”.

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O Clube da Esquina teve grande repercussão nacionalmente e internacionalmente, artistas consagrados se renderam a esse movimento e suas músicas. Em 1997 receberam da Assembleia Legislativa a Ordem do Mérito Legislativo do Estado de Minas Gerais, e em 2003 a música “Tristesse”, de Milton Nascimento e Telo Borges recebeu o Grammy Latino na categoria melhor canção brasileira. Em virtude de todo esse sucesso e a quebra das barreiras que esse movimento proporcionou, a prefeitura de BH colocou placas na famosa esquina para homenagear o movimento e no chão trechos das músicas.

Em 3 de fevereiro de 2004 o clube foi eternizado com o projeto Museu Clube da Esquina, e em março foi criada  a entidade Associação dos Amigos do Clube da Esquina que administra as ações do museu e realiza algumas ações relacionadas a formação musical. O museu surgiu para contar um pouco da história desse movimento através de depoimentos, documentos, vídeos e fotografias.

Pato Fu

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A banda meio rock, meio indie, alternativa, foi formada em 1992 por Fernanda Takai e seus dois amigos, John Ulhoa e Ricardo Koctus. Decidiram se chamar Pato Fu em alusão a uma tira em que o gato Garfield lutava gato-fu. Segundo a vocalista Fernanda o nome da banda é devido ao fato dos integrantes da banda serem desajeitados como patos, já o guitarrista John afirma que queria um nome que não revelasse em nada qual seria o gênero musical da banda, que nunca foi de fato definido.

Com mais de 10 álbuns produzidos, a banda foi considerada pela revista Time uma das dez melhores bandas do mundo fora dos Estados Unidos. Os atuais componentes do grupo são: Fernanda Takai, John Ulhoa, Ricardo Koctus, Glauco Nastacia e Lulu Camargo.

Particularmente adoro o som da banda, acho bem original e gostoso de ouvir, a voz mansinha da vocalista Fernanda Takai, faz com que mesmo os sons mais antigos, não se tornem aquele tipo de música enjoativa, que só é boa de ouvir algumas vezes, é gostoso de ouvir, é gostoso de relembrar.

E por falar em relembrar…

A banda se prepara para turnê do novo álbum; Para maiores informações acesse o site.

Amor Maior

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E por favor, coloca amor nessa história! mais uma das bandas queridinha do Brasil que é toda nossa.

A banda formada em Belo Horizonte em 1993, primeiramente com o nome J.Quest, foi lançada em meio a diversas bandas que conquistavam seu espaço na época, com uma enorme mistura de estilos, tocando em diversos lugares da cidade.

O primeiro álbum independente da banda foi em 1995, com estilo próprio e uma mistura de black music, rock e pop, que foi passaporte para a gravação do seu primeiro CD com a gravadora Sonic Music em 1996, lançando músicas que foram grandes sucessos, como “Encontrar alguém”.

Dez anos depois do lançamento do primeiro CD, a banda marca presença no cenário pop rock brasileiro. Ao todo são seis CDs, milhares de shows e recordes de público por todo o Brasil, apresentações nos Estados Unidos e também na Europa, onde participou da abertura do Rock in Rio Lisboa.

“A partir do segundo CD  a banda apresentava uma sonoridade mais diversa. Cancões, rocks e o pop aliaram-se ao groove do primeiro álbum e, ao final de dois anos de turnê, o CD atinge a marca de 800 mil copias vendidas”

A ultima turnê da banda foi em 2011, em comemoração aos seus 15 anos “15 Anos na Moral” segundo o site da banda, ao todo, foram três horas de show e cinco horas de festa onde as pessoas curtiram um verdadeiro espetáculo, ouviram as melhores músicas e viveram juntos com a banda a experiência de celebrar o sucesso de anos incríveis. Uma festa diferenciada foi preparada para receber um público seleto, composto por muito gente jovem e bonita de todos os cantos do país.

As músicas são lindas, as letras lindas, e o ritmo não perde em nada para os dois últimos itens.

Confiram uma das músicas mais queridas da banda, com a letra escrita por uma ex-namorada de Rogério Flausino, que na verdade foi uma carta feita por ela para o compositor, que logo a transformou na canção “Só Hoje”.

Formação da banda:

  • Rogério Flausino – Vocal e Violão
  • Marco Túlio Lara – Guitarra
  • PJ – Baixo
  • Paulinho Fonseca – Bateria
  • Márcio Buzelin – Teclados

Referência e para mais informações, asse o site da banda.

Bruna Luiza

Marcus Viana e a perfeita harmonia entre o folclórico e o erudito

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Belorizontino por nascimento e amor, Marcus Viana veio de uma família de músicos. Seu pai, o maestro Sebastião Viana, foi assistente e revisor das obras de Heitor Villa Lobos. No entanto, só iniciou os estudos de violino aos 13 anos com o professor húngaro, Gabor Buza. Em pouco tempo passou a compor e participar em festivais de música popular, acumulando prêmios por todo o estado.

Nesta época a música ainda era somente uma paixão. Isto mudou após ser classificado como violinista titular na Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, onde permaneceu por sete anos. Como consequência Viana largou o curso de direito na UFMG e passou a se dedicar profissionalmente a arte.

Interessado em explorar novas possibilidades passou a eletrificar o violino, estudar outros instrumentos e a tocar diferentes estilos musicais. Em 1979 formou o grupo Sagrado Coração da Terra. A banda mistura rock progressivo, música erudita, barroca, hispânica e ritmos tribais. Suas letras, inspiradas no folclore brasileiro, são verdadeiros cânticos de amor e celebração a natureza.

POR QUE SAGRADO CORAÇÃO?

     De um tema folclórico mineiro, de uma tradição religiosa muito antiga, vem o arquétipo do Sagrado Coração: um fulgurante coração em chamas envolvido em uma coroa de espinhos. O íntimo “real” do homem encarcerado pela fúria de nossos tempos. Um retrato do amor em nossa época: um coração que brilha ainda que ferido e aprisionado nas celas das megalópoles. Uma vida que nenhuma coroa de espinhos vai sufocar, um amor que opressão alguma impedirá que se alastre como uma fogueira e incendeie a fria noite de nossos tempos. Épico e Intenso! (Texto de 1979, quando da criação da banda).

Na década de 90, a originalidade e talento de Viana despertaram a atenção de duas grandes emissoras, a extinta TV Manchete e a Globo. Assim passou a gravar trilhas sonoras de diversos programas, tais como: Que Rei Sou eu?, Pantanal, Cantos das Sereias, Filhos do Sol, Ana Raio e Zé Trovão, Terra Nostra, O Clone, A Casa das Sete Mulheres, dentre outros. Graças ao sucesso passa a atuar em diversos ramos, compondo trilhas de filmes, peças teatrais, súites para ballet e jingles. Sempre buscando contribuir culturalmente, cria a gravadora “Sonhos e Sons’ produzindo trabalhos preferencialmente instrumentais.

Em 2001, seu álbum Terra,  foi indicado ao Grammy Latino. Embora não tenha sido premiado, a indicação ajudou a projetar suas músicas para o exterior. Seu disco ainda hoje é adotado por vários especialistas como música de cura, e é muito usado no meio holístico para meditação.

Para conseguir esse efeito, Viana usou cítara, violoncello e uma flauta indiana, feita sob encomenda na Índia. Conforme conta, para se inspirar, vai para um sítio, um lugar distante, e espera até que sua freqüência mude. Então ele liga o teclado e grava tudo. Deste modo vai improvisando até a música surgir.

Marcus Viana é um artista raro, que parece saber reproduzir a energia da natureza  e a voz da Mãe Terra em forma de música. É impossível não se emocionar com sua vasta obra. Embora possua mais de trinta álbuns é fácil identificar a mais marcante, ao menos para os mineiros. Pátria Minas, é uma tocante música que poderia muito bem ser oficializada como o segundo hino de Minas Gerais por traduzir toda a essência e o orgulho mineiro. Encante-se:

Jackie Tequila

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Uma das bandas mais queridas do Brasil, é claro que saiu por esses cantos aqui de BH. O Skank, banda formada por Samuel Rosa, Henrique Portugal, Lelo Zaneti e Haroldo Ferreti, conquistou todo o país. Talvez o segredo de tanto sucesso seja o jeitinho mineiro e claro o enorme talento dos integrantes.

A banda começou em 1991, e logo se tornou sucesso de vendas. Hoje em dia já se consolidaram como uma das bandas mais renomadas do país. Sem nunca deixar de inovar em seu estilo musical, ao mesmo tempo mantendo aquela pegada meio pop, meio Rock e meio Reggae que só eles sabem como fazer dar tão certo.

Falar de Skank dispensa maiores detalhes, afinal quem nunca se pegou cantando trechos de Jackie Tequila, ou ainda o clássico: partida de futebol. Paixão que os meninos não  pelo esporte, de jeito nenhum, Samuel Rosa, por exemplo, não nega que o seu time do coração sempre foi o Cruzeiro.

O último álbum lançadono ano passado, denominado Velocia, reuni bem a essência da banda. Mostra que mesmo depois de tantos anos sem lançar um álbum inédito, ainda podem se reinventar  após tantos anos de carreira.