BH! Por que tanto amamos?

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O inverno chega hoje em todo o país, que tal conhecer um pouquinho mais da nossa capital? Belo horizonte oferece vários programas para esta estação tão maravilhosa. Lugar onde você encontrará uma incrível diversidade gastronômica e de pessoas. As mais lindas paisagens e lugares para visitar, desde os centros culturais e núcleos, restaurante e bares, até as nossas belezas naturais. Pronto para partir? Algumas destas dicas, a seguir:

Ah, sim! É claro, participe também deste bate-papo, diga-nos a sua opinião de BH.

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Prestigiada Clara Sverner, estreia a primeira edição do “Piano para todos”, em Belo Horizonte.

Com um repertório meticulosamente escolhido, incluindo grandes compositores como Chiquinha Gonzaga, Heitor Villa-Lobos, Glauco Velasquez, Mozart, Debussy, Ravel e Chopin, a brasileira renomada, pianista intérprete da música erudita, apresenta-se em Belo Horizonte pelo projeto de democratização da música, Piano para todos, em sua primeira edição, no palco do Palácio das Artes.

Piano para Todos | Clara Sverner – 19 de Junho, Sexta às 20h30

Sala Juvenal Dias / Palácio das artes

Ingressos: Preço único de R$ 20,00 – Informações para o público: (31) 3236-7400


Reconhecida pelo público e pela crítica no Brasil e exterior, Clara Sverner é uma das concertistas mais importantes do cenário internacional, com mais de 50 anos de carreira e duas indicações ao Grammy Latino, famosa por sua inquietude e ousadia ao piano. Iniciou seus estudos em São Paulo com o professor José Kliass e aperfeiçoou-se nos centros musicais mais avançados como o conservatório de Genebra, onde recebeu uma medalha de ouro e o Mannes College of Music de Nova York.

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Clara Sverner teve sólida formação que se iniciou em São Paulo com o professor Jose Kliass que estudou em Berlim com Martin Krause, aluno de Liszt. Fez mestrado com Louis Hildebrand no Conservatório de Genève aonde ganhou Medalha de Ouro, e aperfeiçoou se em Nova York com Leonard Shure, assistente de Artur Schnabel. Aperfeiçoou-se mais tarde nos centros musicais mais avançados, como o Conservatório de Genebra, medalha de ouro e o Mannes College of Music de Nova Iorque. Premiada no Concurso Internacional Wilhelm Backhaus, ainda adolescente iniciou a vitoriosa carreira que a tornou uma das mais prestigiadas virtuoses brasileiras.

Apresentou-se em recitais e concertos por todos os cantos do Brasil e em turnês para platéias da Europa, dos Estados Unidos, do Japão e de Israel. Em seus programas exibe um repertório que escolhe minuciosamente e onde inclui desde antigos virginalistas ingleses do século XVI até os principais representantes do século XX. Clara Sverner é uma artista inquieta que não se cansa de se aperfeiçoar, pesquisar e ousar. No domínio da música clássica brasileira, foi a principal responsável pela redescoberta da obras de Glauco Velásquez.

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Pioneira na revalorização da produção pianística de Chiquinha Gonzaga, a quem dedicou várias gravações. Na sua secunda parceria com o saxofonista Paulo Moura aboliu fronteiras, abriu-se para outros universos sonoros, explorando um repertório que abrangia desde os clássicos da nossa música popular, como Pixinguinha, até obras especialmente compostas para o duo por Almeida Prado, Gilberto Mendes e Ronaldo Miranda. A discografia de Clara Sverner, que reflete sua estética apurada e seu espírito de vanguarda, consiste em 25 títulos, distribuídos internacionalmente.

Em 2005 ganhou o Premio TIM de música erudita com o cd Mozart Por Clara Sverner vol.2 vol.3 foi indicado ao Grammy Latino Em 2009 lança a caixa com a coleção completa das Sonatas de Mozart. E agora em2010, Chopin por Clara Sverner.

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DISCOGRAFIA:

1970, LP Clara Sverner

1971, LP Clara Sverner “A música brasileira para piano” – Melhor disco do ano – O Estado de São Paulo

1974, LP Clara Sverner – Ravel, Webern, Alban Berg e Satie

1977, LP Clara Sverner interpreta Clauco Velasquez

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1976, LP Rio de Janeiro, Clara Sverner

1980, LP O Piano de Chiquinha Gonzaga, Clara Sverner

1981, LP O Piano de Chiquinha Gonzaga, por Clara Sverner Vol 2

1982, LP Clara Sverner interpreta Eduardo Souto

1982, LP Clara Sverner e Paulo Moura

1984, LP Clara Sverner interpreta Glauco Velasquez Devaneio

1984, LP Encontro

1984, LP Clara Sverner & João Carlos Assis Brasil interpretam Joplim e Satie

1985, LP Clara Sverner & João Carlos Assis Brasil interpretam George Gershwin e Maurice Ravel

1986, LP Clara Sverner e Paulo Moura, Vou Vivendo

1988, LP Clara Sverner e Paulo Moura imterpretam Pixinguinh

1989, LP Clara Sverner, de Chopin a Jobim

1991, LP Heitor Villa-Lobos – Alma Brasileira

1996, LP Clara Sverner e Paulo Moura

1998, CD Chiquinha Gonzaga por Clara Sverner

2001, CD O Piano nas Américas

2003, CD Mozart por Clara Sverner, Vol. 1

2004, CD Mozart por Clara Sverner, Vol. 2

2005, CD Mozart por Clara Sverner, Vol. 3

2006, CD Heitor Villa-Lobos por Clara Sverner

2007, CD Mozart por Clara Sverner, Vol. 4

2008, CD Mozart por Clara Sverner, Vol. 5

2009, Edição Especial

2010, Chopin por Clara Sverner

2012, Ravel + Debussy

Fonte: www.clarasverner.com/biografia

Amor e Fé, unidos de uma maneira peculiar no coração da Savassi.

Vestindo o slogan “Um lugar de todas as tribos”, a Igreja Lagoinha Savassi, localizada na zona sul, cena boemia de Belo Horizonte, tem atraído um grande número de jovens por se tratar de uma igreja bem diferente das demais, rompendo algumas liturgias e tradições padronizadas. A mensagem é clara e inspiradora, no objetivo de alcançar o público da região.


Paredes escuras, equipamentos de luzes, música, o espaço construído resulta em um ambiente despojado e atraente, mesmo local onde anteriormente funcionaram boates.

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“O que me atraiu foi justamente esse visual diferente. No primeiro momento, achei estranho, mas, depois que comecei a frequentar mais, vi que, apesar de toda estrutura, é uma igreja séria, em que a palavra de Deus é pregada. As músicas tocadas são gospel, como nas outras igrejas. A diferença é que procuramos músicas mais atuais e mais animadas também”, explica Fernanda, estudante de 21 que frequenta a Lagoinha na Savassi há seis meses.

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Reconhecida por suas várias ações sociais, assistência psicológica entre outros projetos, a igreja Batista Lagoinha iniciou suas reuniões na Savassi ao final de 2014 e com apenas seis meses desde que inaugurada em janeiro, a igreja já possui 650 membros. Os cultos ocorrem nas quartas, sábados e domingos e são coordenados pelo pastor Flavinho Marques, 29 anos, e pelo pastor Victor Passos, 27 anos. O propósito, acolher todas as pessoas que chegam até a igreja, frequentemente algumas pessoas até confundem o local. O visitante é recebido à vontade, seja com cheiro de cigarro, ou bebida, a recepção será da mesma forma, a visão é levar todas pessoas interessadas a terem um encontro pessoal com Jesus.

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São vários departamentos, como por exemplo, a Conexão Savassi, que leva a mensagem cristã através da arte de rua, o grafite e o rap. Há também competições esportivas, trabalhos de incentivo aos atletas e a prática de esportes. Toda segunda-feira ocorre um encontro voltado ao público LGBT, “Movimento Cores”, idealizado por Priscila Coelho com o objetivo de aconselhar as pessoas que desejam aconselhamento na área sexual. “Queremos trazer a cor de Deus para a vida das pessoas”, explica Priscila.

O estudante Victor Arliete, de 18 anos, diz ser mais fácil levar amigos para a Lagoinha. “Há muito tempo a gente tentava convidar meu cunhado para a igreja. Ele chegou ir a igrejas convencionais, mas tinha muita resistência. Na primeira vez que ele visitou a Lagoinha Savassi, ele teve uma experiência com Deus. Ele disse que foi atraído pela visão desta igreja”.

A programação completa pode ser conferida em: http://www.lagoinhasavassi.com.br

Endereço: Av. do Contorno, 6342 – Savassi, MG, 30110-017

Por que falamos “uai”? Uai!

Seja “Tchê” ou “viche”, sabemos que a linguagem brasileira está repleta de sotaques. E quem conhece Belo Horizonte ou já visitou algumas cidades do Estado de Minas Gerais, já deve ter notado a famosa expressão “uai” no final das frases dos mineiros. Ligado ao sentido de surpresa, espanto ou dúvida esta palavra é bastante utilizada na capital, Belo Horizonte e em especial no interior do Estado com maior frequência. Mas, de onde será que esta palavra se originou e passou a ser usada?

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O termo frequentemente falado pelos mineiros e também pelos goianos é originado de uma expressão inglesa, why (the reason why; I don’t know why; why is that?). Foi introduzida ao Brasil na época das construções das primeiras ferrovias brasileiras. Quando os ingleses ao chegarem aqui, avistavam a fartura de nossa vegetação, principalmente com relação às frutas, plantações que são extremamente raras em seu país, encantados com tamanha fartura expressavam surpresa com um why. Através deste contato com os ingleses, a população da região adotou o costume desta exclamação e com o passar dos anos esta se espalhou tornando-se popularmente conhecida.

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Após várias pesquisas feitas pela professora Dorália Galesso a pedido do presidente Juscelino Kubitschek, finalmente foi encontrada uma resposta mais precisa ao assunto. Segundo seus estudos realizados nos anais da Arquidiocese de Diamantina e em antigos arquivos do Estado de Minas Gerais, na época da Inconfidência Mineira, seus partidários, embora considerados patriotas, não eram bem vistos pela Coroa Portuguesa. Para que não tivessem problemas, criaram códigos para se comunicar e não serem pegos pela polícia lusitana. Esses códigos serviam para receber os companheiros nos porões onde se reuniam, davam três batidas na porta e respondiam a uma senha que os permitiam entrar: UAI (que eram as iniciais de União, Amor e Independência).

Mesmo finalizada a revolta, a senha permaneceu espalhando-se entre os hábitos dos locais, sendo utilizada no vocabulário cotidiano mineiro até os dias atuais.

Belo-Horizontino e o seu “Mineirês”

A cultura brasileira tem um valor inestimável e disso nós sabemos bem, cada cidade, cada cantinho está encharcado por esse jeitinho nosso de viver a vida. Em Belo Horizonte não é diferente, cidade marcada pela sua gastronomia de boteco como é conhecida em todo o Brasil, iniciou o concurso “Comida di Buteco” que se estendeu para além das fronteiras do sudeste, reunindo grandes cidades de todo o país para eleger os melhores petiscos. Um grande famoso é o queijo minas, artesanal, branco coalhado, é um patrimônio imaterial.

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Uma mistura da herança cultural de diversas etnias que construíram o nosso estado com muito trabalho e suor, principalmente durante a escravidão e exploração das minas de ouro. Uma vasta qualidade de doces e geleias, receitas eternas passadas de geração em geração, como o frango com quiabo.

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 Além disso, há muito mais a se conhecer da música, artesanato, literatura, dança, vale ressaltar a riqueza da arquitetura, principalmente no período barroco, notável pelo estilo escultural de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. Lugares inesquecíveis como o complexo arquitetônico de Oscar Niemayer, a Praça da Liberdade e o Palácio das Artes, um dos maiores núcleos artísticos da América Latina.

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Porém Belo Horizonte oferece algo muito mais próximo também, a cultura subjetiva que integra a nossa sociedade.

Ir a padaria comprar “pão de sal” ou beber em um “copo lagoinha” e não ser entendido pela maioria da população brasileira.

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Não se importar quando falam que “ali” nunca é ali na esquina e que talvez daqui uns cinco quarteirões seja realmente o “ali”. Comer o famoso “franguim” com “quiabim”, ou o “pãozim” de “queijim” com um “cafézim”.

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Chamar homem de “sô” e mulher de “sá”.  Visitar a “trabanda” (outra banda) da cidade. Aceitar tranquilamente que na feira hippie não tem hippies.

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Andar de Minhocão no Parque Guanabara…

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Passear pela cidade no trenzinho do Parque Municipal ao lado do Fofão e do Mickey ganhando balinhas dos pipoqueiros pelo caminho, apesar da sua mãe sempre dizer “nunca aceite nada de estranhos”.

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Recusar-se a compreender alguém que nunca tomou Guarapan ou Mate Couro.

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É claro, acompanhar todos os dias pela janela do ônibus as inacabáveis obras da Avenida Antônio Carlos.

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E não poderíamos nos esquecer, de falar “trem” e “uai” com o genuíno orgulho mineiro e ainda soltar um “aneeeeim” bastante irritado.

Em BH, “Kandinsky: Tudo Começa Num Ponto”

kandinsky Composição X , 1939_ Endereço: Praça da Liberdade, 450 – Funcionários Data: 15/04/2015 a 22/06/2015 /Seg | Qua | Qui | Sex | Sab | Dom | 09:00 as 21:00 / Telefone: (31) 3431-9400 / Visitação de quarta-feira a segunda, das 9h as 21h. / Entrada Franca

O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) (Praça da Liberdade, 450 – Funcionários) expõe até o dia 22 de junho as obras de “Kandinsky: Tudo Começa Num Ponto”, exposição já visitada por cerca de 600 mil pessoas em Brasília e no Rio de Janeiro. Na mostra, a trajetória do precursor do abstracionismo, Wassily Kandinsky em  153 obras e objetos de Kandinsky, seus contemporâneos e suas influências. Esse acervo diverso tem como base a coleção do Museu Estatal Russo de São Petersburgo, enriquecido com obras de mais sete museus da Rússia e coleções procedentes da Alemanha, Áustria, Inglaterra e França.

vol_kandinsky_585px A forma da composição é composta por círculos, ovais, triângulos, riscas, pintas; ascendentes, descendentes, rotativos. As cores vivas causam sensações divertidas, emoções; aliadas às formas, criam uma harmonia que age como se a tela estivesse viva. wassily_kandinsky1 A proposta curatorial, de Evgenia Petrova e Joseph Kiblitsky, organiza a exposição em cinco blocos, que vão ajudar os visitantes a conhecer não só as principais obras de Kandinsky, mas também suas influências e o relacionamento com outros artistas. Trata-se de um mergulho no mundo que cercou e influenciou o artista. Os blocos são: Kandinsky e as raízes de sua obra em relação à cultura popular e o folclore russo; Kandinsky e o universo espiritual do xamanismo no Norte da Rússia; Kandinsky na Alemanha e as experiências no grupo Der Blaue Reiter, vida em Murnau; Diálogo entre música e pintura: a amizade entre Kandinsky e Schonberg; Caminhos abertos pela abstração: Kandinsky e seus contemporâneos. Kandinsky nasceu em Moscou, em 1866. Aos 20 anos entrou na universidade, para estudar Direito. Casou, formou-se e começou a lecionar, mas a experiência que teve, em 1895, ao visitar a exposição dos impressionistas franceses e assistir à ópera Lohengrin, de Richard Wagner, no Teatro Bolshoi, provocaria uma mudança radical na sua vida. Executa a sua primeira aguarela enquanto primeiro pintor abstracto e teórico de arte não figurativa, em 1910. A maioria dos 159 óleos e 300 aquarelas pintadas entre 1926 e 1933 se perdeu depois dos nazistas terem declarado Kandinsky e outros artistas (como Marc Chagall), “degenerados”. Kandinsky mudou-se para a França, em Neuilly-sur-Seine, próximo a Paris, aos 67 anos com a esposa e viveu ali até sua morte, em 1944.

100 livros essenciais da literatura

Quais são os 100 livros excepcionais e indispensáveis desde a história da nossa literatura?

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Seja a fantasia, horror, romance, poesia, crônica ou conto? Os mineiros Bernardo Guimarães e Rubem Alves ou poeta Itabirano Carlos Drummond de Andrade, Machado de Assis, Veríssimo, Clarice Lispector. Dom Casmurro, Brás Cubas, Macunaíma, Sargento de Milícias, Grande Sertão Veredas e outras grandes obras compõem um rico acervo artístico que não se retém somente ao Brasil, mas sendo considerados mundialmente importantes.

A nossa arte escrita, ultimamente tem sido ofuscada pela enxurrada de obras comerciais internacionais que estão invadindo nossas estantes brasileiras. A literatura começou a existir no Brasil através da colonização europeia pelos portugueses. Vários destes livros escritos ao longo destes anos podem ser considerados “obrigatórios” para a leitura por sua contribuição cultural para a nossa história. Desde o barroco, romantismo, passando pelos gêneros épico, dramático e lírico, algumas destas obras que fazem parte da lista foram bastante criticadas e ainda hoje, são alvos da divergência de opiniões que as cercam. Apesar de qualquer julgamento, é necessário compreender que estes títulos correspondem a riqueza do nosso passado, e hoje temos o acesso livre a textos que, quando publicados sofreram fortes pressões da sociedade da época.

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A revista Bravo! que infelizmente hoje não existe mais, publicou um exemplar especial em 2006 selecionando os 100 melhores livros dos melhores autores do país, um ranking dos livros mais importantes do Brasil. Foi um estudo elaborado por 17 educadoras que selecionaram os livros essenciais para ler dos 2 aos 18 anos e chegar a vida adulta com boas referências. Com o vestibular se aproximando, vale a pena conferir a lista destes 100 grandes títulos da literatura nacional que, com toda certeza, serão cobrados nas provas de todo o país.

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1 .Bagagem (Adélia Prado)

2. O Cortiço (Aluísio Azevedo)

3. Lira dos Vinte Anos (Álvares de Azevedo)

4. Noite na Taverna (Álvares de Azevedo)

5. Quarup (Antonio Callado)

6. Brás, Bexiga e Barra Funda (Antonio de Alcântara Machado)

7. Romance d’A Pedra do Reino (Ariano Suassuna)

8. Viva Vaia (Augusto de Campos)

9. Eu (Augusto dos Anjos)

10. Ópera dos Mortos (Autran Dourado)

11. O Uruguai (Basílio da Gama)

12. O Tronco (Bernardo Elis)

13. A Escrava Isaura (Bernardo Guimarães)

14. Morangos Mofados (Caio Fernando Abreu)

15. A Rosa do Povo (Carlos Drummond de Andrade)

16. Claro Enigma (Carlos Drummond de Andrade)

17. Os Escravos (Castro Alves)

18. Espumas Flutuantes (Castro Alves)

19. Romanceiro da Inconfidência (Cecília Meireles)

20. Mar Absoluto (Cecília Meireles)

21. A Paixão Segundo G.H. (Clarice Lispector)

22. Laços de Família (Clarice Lispector)

23. Broqueis (Cruz e Souza)

24. O Vampiro de Curitiba (Dalton Trevisan)

25. O Pagador de Promessas (Dias Gomes)

26. Os Ratos (Dyonélio Machado)

27. O Tempo e o Vento (Érico Veríssimo)

28. Os Sertões (Euclides da Cunha)

29. O que é Isso, Companheiro? (Fernando Gabeira)

30. O Encontro Marcado (Fernando Sabino)

31. Poema Sujo (Ferreira Gullar)

32. I-Juca Pirama (Gonçalves Dias)

33. Canaã (Graça Aranha)

34. Vidas Secas (Graciliano Ramos)

35. São Bernardo (Graciliano Ramos)

36. Obra Poética (Gregório de Matos)

37. O Grande Sertão: Veredas (Guimarães Rosa)

38. Sagarana (Guimarães Rosa)

39. Galáxias (Haroldo de Campos)

40. A Obscena Senhora D (Hilda Hist)

41. Zero (Ignácio de Louola Brandão)

42. Malagueta, Perus e Bacanaço (João Antônio)

43. Morte e Vida Severina (João Cabral de Melo Neto)

44. A Alma Encantadora das Ruas (João do Rio)

45. Harmada (João Gilberto)

46. Contos Gauchescos (João Simões Lopes Neto)

47. Viva o Povo Brasileiro (João Ubaldo Ribeiro)

48. A Moreninha (Joaquim Manuel de Macedo)

49. Gabriela, Cravo e Canela (Jorge Amado)

50. Terras do Sem Fim (Jorge Amado)

51. Invenção de Orfeu (Jorge de Lima)

52. O Coronel e o Lobisomem (José Cândido de Carvalho)

53. O Guarani (José de Alencar)

54. Lucíola (José de Alencar)

55. Os Cavalinhos de Platiplanto (J. J. Veiga)

56. Fogo Morto (José Lins do Rego)

57. Triste Fim de Policarpo Quaresma (Lima Barreto)

58. Crônica da Casa Assassinada (Lúcio Cardoso)

59. O Analista de Bagé (Luis Fernando Veríssimo)

60. Tremor de Terra (Luiz Vilela)

61. As Meninas (Lygia Fagundes Telles)

62. Seminário dos Ratos (Lygia Fagundes Telles)

63. Memórias Póstumas de Brás Cubas (Machado de Assis)

64. Dom Casmurro (Machado de Assis)

65. Memórias de um Sargento de Milícias (Manuel Antônio de Almeida)

66. Libertinagem (Manuel Bandeira)

67. Estrela da Manhã (Manuel Bandeira)

68. Galvez, Imperador do Acre (Márcio Souza)

69. Macunaíma (Mário de Andrade)

70. Paulicéia Desvairada (Mário de Andrade)

71. O Homem e Sua Hora (Mário Faustino)

72. Nova Antologia Poética (Mário Quintana)

73. A Estrela Sobe (Marques Rebelo)

74. Juca Mulato (Menotti Del Picchia)

75. O Sítio do Pica-pau Amarelo (Monteiro Lobato)

76. As Metamorfoses (Murilo Mendes)

77. O Ex-mágico (Murilo Rubião)

78. Vestido de Noiva (Nelson Rodrigues)

79. A Vida Como Ela É (Nelson Rodrigues)

80. Poesias (Olavo Bilac)

81. Avalovara (Osman Lins)

82. Serafim Ponte Grande (Oswald de Andrade)

83. Memórias Sentimentais de João Miramar (Oswald de Andrade)

84. O Braço Direito (Otto Lara Resende)

85. Sermões (Padre Antônio Vieira)

86. Catatau (Paulo Leminski)

87. Baú de Ossos (Pedro Nava)

88. Navalha de Carne (Plínio Marcos)

89. O Quinze (Rachel de Queiroz)

90. Lavoura Arcaica (Raduan Nassar)

91. Um Copo de Cólera (Raduan Nassar)

92. O Ateneu (Raul Pompéia)

93. 200 Crônicas Escolhidas (Rubem Braga)

94. A Coleira do Cão (Rubem Fonseca)

95. A Senhorita Simpson (Sérgio Sant’Anna)

96. Febeapá (Stanislaw Ponte Preta)

97. Marília de Dirceu (Tomás Antônio Gonzaga)

98. Cartas Chilenas (Tomás Antônio Gonzaga)

99. Nova Antologia Poética (Vinícius de Moraes)

100. Inocência (Visconde de Taunay)

Nascida em sonho, a graça e arte de Niemeyer

09e826cac6d6_mineirao03A Lagoa da Pampulha, um lugar único para se desfrutar das belezas da vida, cartão postal de Belo Horizonte. Uma proposta moderna da década de 40, referência na arquitetura, nas artes plásticas e no paisagismo de toda a capital. Oscar Niemeyer, o arquiteto brasileiro que marcou profundamente cada parte deste espaço urbano, expandiu a cultura da capital para além dos limites do país. A Lagoa da Pampulha faz parte de um complexo com outras atrações turísticas e foi projetada por Oscar Niemeyer durante a gestão de Juscelino Kubitschek à frente da prefeitura de Belo Horizonte.

zooEstreando o complexo arquitetônico, incorporou-se o Aeroporto da Pampulha, construído antes mesmo da represa, e mais tarde o Campus da UFMG, a Fundação Zoo-Botânica, os estádios Mineirão e Mineirinho, entre outros. Oscar Niemeyer une a pintura e azulejos de Cândido Portinari, as esculturas de Ceschiatti, Zomoiski e José Pedrosa. O painel de Paulo Werneck e o paisagismo de Roberto Burle Marx compõe beleza a arquitetura moderna.

Projetada para amortecer enchentes e fornecer água ao bairro da Pampulha em 1963, a represa teve sua capacidade estendida, passando a ter um perímetro de 18 km. A extensa avenida ao redor tem o nome do seu idealizador Otacílio Negrão de Lima. Já foi área de lazer, sendo frequentada por banhistas, esportistas e famílias, até a década de 80, quando a lagoa começou a ser poluída pelos córregos e fábricas do entorno da lagoa. Em julho de 2001, a prefeitura passou a realizar diversas obras de recuperação da Lagoa e entorno. Em 2002 foi inaugurado um vertedouro de Tratamento das Águas dos Córregos Ressaca e Sarandi, construído em parceria com a Copasa. Havia intenção de completar a recuperação até a Copa do Mundo em 2014, mas revitalização enfrenta dificuldade principalmente envolvendo os córregos que abastecem a lagoa.

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A principal obra do complexo, a Igreja São Francisco de Assis, mais conhecida como Igreja da Pampulha, expressa originalidade na arquitetura. Sobre o espelho d’água da lagoa, a igrejinha reúne as genialidades do arquiteto Oscar Niemeyer, do paisagista Burle Marx e do pintor Cândido Portinari em suas paredes. Essa combinação gerou a construção em linhas curvas totalmente revestidas por azulejos azuis, forte referência aos clássicos portugueses, e pelos painéis que retratam a cultura religiosa Mineira junto a imagem de São Francisco. A modernidade da igreja gerou uma forte repercussão na sociedade à época. As autoridades da igreja católica, não permitiram a consagração da capela devido à sua forma “revolucionária” para uma igreja, e ao painel de Portinari, onde se vê um cachorro representando um lobo ao lado de São Francisco de Assis.

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Importante também é o antigo cassino, atual Museu de Arte Moderna, primeiro prédio do complexo a ser construído. No auge de sua época, o Cassino da Pampulha foi bastante frequentado, mas não por muito tempo. Em abril de 1946, o governo presidido pelo General Eurico Gaspar Dutra proibiu o jogo em todo o Brasil. Após alguns anos de abandono, o cassino passou a funcionar como museu a partir de 1957.

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Do outro lado da lagoa, o Iate Tênis Clube “é uma casa-barco de linhas duras que se lança sobre as água tranquilas da lagoa”, define Niemeyer. Com jardins de Burle Marx e revestido com os mesmos azulejos do Cassino, o Iate trazia a proposta de ser um local de lazer para a família, com ênfase nas atividades esportivas, especialmente as náuticas.

O Conjunto Arquitetônico ainda complementa-se com a Casa do Baile. Inaugurada em 1943, ela traz um diferencial significativo em relação as outras obras, a única construção que se encontra totalmente sobre uma ilha artificial ligada à orla apenas por uma pequena ponte feita de concreto. casadobailepbh

Criada para ser espaço de lazer e entretenimento nas noites de Belo Horizonte, a Casa do Baile rapidamente tornou-se palco de importantes apresentações da dança e da música. Em 1940, era onde a alta sociedade se encontrava para os grandes eventos. Frequentar o local era um símbolo de status. Desde 2002, a antiga Casa do Baile abriga um centro que discute Urbanismo, Arquitetura e Design, vinculado à Fundação Municipal de Cultura da Prefeitura de Belo Horizonte.

“Não é o ângulo reto que me atrai, nem a curva reta, dura, inflexível criada pelo homem, o que me atrai é a curva livre e sensual que encontro nas montanhas do meu país, no curso sinuoso dos rios, das ondas do mar, no corpo da mulher preferida, de curvas é feito todo o Universo, o Universo curvo de Einstein.”

Oscar Niemeyer

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São 18 quilômetros de arte e natureza, unidas intrinsecamente. Um belo cenário para diversas atividades como: caminhada, ciclismo, competições internacionais, circuitos, queima de fogos e grandes eventos esportivos, como a Volta Internacional da Pampulha.

Os clássicos do cinema europeu em BH, Cine Humberto Mauro.

madame-de-max-ophuls-1600x900“Desejos proibidos”, dirigido por Max Ophüls, lançamento em 1953.

O cinema na França teve um papel importante na história da arte e neste meio de comunicação social, tanto em termos técnicos como históricos. Marcada pelo realismo poético, a cinematografia francesa dos anos 1930 se contrapõe aos modelos de produções norte-americana da época. Um movimento novo e original, discutindo a realidade como nunca antes. No desenvolvimento do cinema como forma de arte, muitos dos filmes realizados na França são considerados marcos relevantes.

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“Viagem à lua” (1902), curta-metragem de Méliès.

As sessões com entrada franca são frutos da parceria com a Cinemateca da Embaixada da França e o Instituto Francês, a mostra reúne filmes realizados do início até o final do século 20. Na abertura da programação, ‘Viagem à lua’ (1902), o inovador curta-metragem de Méliès, uma das produções mais importantes desde a criação do cinema.

 Carrossel da esperança, de Jacques Tati, 1949.

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A mostra representa uma parte da trajetória do cinema Francês através de diferentes anos do século passado, com seleção de clássicos de importância mundial, que influenciaram o cinema não só na França, mas no mundo inteiro. Estão reunidos, em 14 dias de mostra, 15 filmes que expressam a diversidade e inventividade do cinema através dos seus principais movimentos.

Integrando a programação da mostra Clássicos Franceses Restaurados, no Cine Humberto Mauro, obras de Georges Méliès, Jean Renoir, Jean-Luc Godard, Robert Bresson e Jean Vigo, entre outros. Todas as cópias são em formato DCP.

Na seção de hoje às 16h será exibido Desejos proibidos, de Max Ophüls (Madame De…, FRA-ITA, 1953), às 18h15 French Cancan, de Jean Renoir (FRA, 1954) e na última sessão do dia às 20h30h O carrossel da esperança, de Jacques Tati (Jour de fête, FRA, 1949).

“A besta humana” (1938), de Jean Renoir.

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A mostra ainda promove duas sessões comentadas, dentro do faixa História permanente do cinema, exibida sempre às quintas-feiras. Os filmes escolhidos foram ‘O último metrô’ (1980), de François Truffaut (dia 7, às 17h) e ‘A besta humana’ (1938), de Jean Renoir (dia 14h, às 17h), igualmente obras de grande importância para a arte contemporânea.

Clássicos franceses restaurados, de hoje até o dia 14:

 Cine Humberto Mauro, Avenida Afonso Pena, 1.537, Centro, (31) 3236-7400. Entrada franca. Programação completa em: www.fcs.mg.gov.br

O Seminarista

“… sua alma subia ao céu nas asas do amor e da devoção, porém envolta em uma sombra de melancolia.”

B. Guimarães – O seminarista


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Bernardo Guimarães, Romancista e poeta, nasceu em Minas Gerais, Ouro Preto e tornou-se patrono da Cadeira nº 5 da Academia Brasileira de Letras, sendo reconhecido por suas grandes obras como O Garimpeiro (Romance – 1872), A Escrava Isaura (Romance – 1875), Cantos da Solidão (Poesia – 1852). Tais sucessos chegaram a ganhar versões em filmes, teatro e telenovelas.

Publicado pela primeira vez em 1872, surge ao público após uma intensa campanha midiática contra o episcopado no Rio de Janeiro. Apesar da crítica ao celibato clerical, Bernardo Guimarães não propõe uma polêmica sobre o assunto.

11194643_1618589831688863_519524278_oO drama narra a história de Eugênio e Margarida que, na infância vivida em um cenário campestre do Sertão Mineiro sob um olhar naturalista, sustentam laços de amizade pueril, sentimental. Compartilhando de suas diferenças sociais, Margarida filha de uma criada e Eugênio o futuro herdeiro de uma família rica,  alcançam o auge da juventude e neste momento a paixão se desenvolve de maneira inevitável.

Entretanto, os pais de Eugênio, especificamente a figura paterna, ignoram os sentimentos do filho, obrigando-o a ir para um seminário. Divido ao meio entre o amor e a religião, Eugênio segue para o mosteiro. A partir daí, a imposição dos pais e a educação rigorosa no seminário, constroem a trama que posteriormente levará a desgraça iminente.

Eis o nosso herói transportado das livres e risonhas campinas da fazenda paterna, para a monótona e austera prisão de um seminário no arraial de Congonhas do Campo, de barrete e sotaina preta, no meio de uma turba de companheiros desconhecidos; como um bando de anus pretos encerrados em um vasto viveiro.”

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A obra foi adaptada para o cinema no filme O Seminarista, o elenco principal por Louise Cardoso, interpretando Margarida e Eduardo Machado o personagem Eugênio. O filme dirigido pelo diretor e cineasta Geraldo Santos Pereira, estreou em 1977. Indicado ao Festival de Gramado no mesmo ano, venceu a categoria de melhor fotografia e em 1978, como melhor filme e melhor figurino do Troféu APCA.

A obra literária faz parte do acervo em domínio público, podendo ser acessado em: http://www.dominiopublico.gov.br