Est! Est!! Est!!! O verdadeiro sabor da Itália

A cozinha italiana é uma das mais populares do mundo, mas o sabor dos pratos não é a única razão para ter caído no gosto dos brasileiros. O Brasil possui a maior população oriunda da Itália, gerando um enorme impacto em nossa cultura. Fugindo da miséria que assolou a Europa no século XIX, os imigrantes saíram para a América em busca de terra e oportunidades de trabalho. Seus filhos e netos mantiveram seus costumes, o que acabou sendo absorvida por boa parte da população brasileira.

Famílias de imigrantes em Juiz de Fora.

Minas Gerais foi o terceiro estado que mais recebeu estes imigrantes e isto se reflete na quantidade de restaurantes italianos. Mas se tem um que merece destaque é o Est! Est!! Est!!! Autentica Cucina Italiana. A proposta é se manter fiel as receitas originais, sem abrasileirá-las como de costume. Deste modo, muitos podem estranhar o modo de preparo de certos pratos populares por aqui, mas que na Itália é servido de forma diferente. Fique preparado para a possibilidade de seu prato vir um pouco mais azedo, gorduroso ou menos temperado do que você se lembra. Ah, e a massa aqui será sempre al dente!

O menu é separado por Entrada, Primo, Secondo e Sobremesa. O restaurante recomenda que primeiro se coma a massa ou o risoto, e depois a carne, e não juntos, exatamente como é feito na Itália.  Além do menu fixo com opções vegetarianas e veganas, há um quadro de sugestões e um menu sazonal de degustação homenageando cada vez uma diferente região.

A cozinha é chefiada pelo o legítimo italiano, Simone Biondi, em parceria com Tiago Magnano, que além de seguir à risca a tradição italiana, conduz a produção de produtos da casa, como o guanciale artesanal, os antepastos, pães e licores. Os pratos são sempre feitos com ingredientes frescos. É preciso ter um pouco de paciência na espera, especialmente se tiver escolhido um risoto. O restaurante não é adepto ao método de pré-cozinhar os pratos e isto faz toda diferença na qualidade.

Chef Simone Biondi

A carta de vinhos é de responsabilidade de outro italiano, o maitre Rinaldo. A adega da casa possui uma grande variedade de vinhos de todas as vinte regiões do país da bota. Para quem tiver curiosidade pode pedir para conhecê-la e saber um pouco mais sobre a história de algumas marcas famosas.

O restaurante fica em um sobrado da década de 30, construído pelo arquiteto Amadeu Passini, bisavô dos donos, os primos Henrique e Leonardo Passini. O salão principal possui um pé direto alto e uma decoração elegante, no estilo rústico contemporâneo, com várias referências ao país do mediterrâneo. Infelizmente outros cômodos da casa, com exceção dos banheiros, não seguem o mesmo padrão e são muito mais simples. Mas é fácil entrar no clima com as músicas, são mais de 20 mil, mas não apenas as famosas, há desde os clássicos como Vivaldi e Verdi até chegar aos artistas contemporâneos.

O nome do local é outro atrativo que me despertou muita curiosidade, mas foi logo saciada no momento que me sentei com meu namorado para jantar. Em um papel impresso utilizado como jogo americano há esta curiosa história:

 “Henrique V da Alemanha, no ano de 1111, viajou a Roma para receber do Papa Pasquale II a coroa de Imperador do Sacro Império Romano. Faziam parte de seu séquito o bispo católico Johannes Defuf e Martino, seu especialista em vinhos. Para satisfazer sua paixão por novos sabores, o bispo enviou Martino para selecionar antecipadamente os melhores vinhos e tabernas que encontrasse pelo caminho. Sempre que Martin encontrasse um bom vinho, deveria escrever com giz nas portas das tabernas a palavra est, ou seja, “é este”, em latim. Assim que seu servo chegou a Montefiascone, experimentando o vinho local e sem saber ao certo como usar o código combinado para reforçar a importância de sua descoberta e indicar a qualidade excepcional do vinho, decidiu por escrever est! est!! est!!!”.

É preciso destacar o zelo e o bom atendimento dos funcionários mesmo com a casa lotada! Os preços condizem com a qualidade do restaurante. Eu arrisquei um Risotto di Gorgonzola e Barbabietola (R$ 49,00), mas achei o gosto da beterraba e dos queijos um pouco forte e enjoativo para o tamanho do prato. Já meu namorado, mais um descendente de italianos, amou seu Tagliatelle ai Funghi (R$38,00).

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Risotto di Gorgonzola e Barbabietola                      Tagliatelle ai Funghi

Se você deseja uma experiência na Itália sem ter de se preocupar com passaporte ou aeroportos vá ao Est! Só não esqueça de fazer as reservas com antecedência, os amantes da autêntica comida italiana estão sempre por lá.

Taste Vin, o pedacinho da França em BH

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Em uma casinha charmosa em um dos pontos mais nobres da cidade encontramos o Taste Vin. Com decoração requintada, atendimento caprichado e pratos deliciosos, é capaz de surpreender até os mais exigentes clientes. O tradicional restaurante possui mais de duas décadas de sucesso sempre no mesmo endereço.

Sua fama é por conta dos suflês do chef Rodrigo Fonseca, sempre enormes, leves e saborosos. Os mais pedidos são o de Espinafre com Passas e Maçã, o de Queijo Gruyère, e o que leva o nome do bistrô, com camarões, Gruyère e champignon, todos servem até duas pessoas e custam por volta de R$46,00.

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Reprodução. Foto do site oficial.

Se desejar experimentar outras delícias francesas, recomenda-se o pernil de cordeiro assado ao molho de vinho branco servido com arroz (R$ 68,00).  Sugere-se igualmente pedir de entrada o couver montado com mousse de pepino, queijo de cabra, patê de champagne, tomates semidesidratados e cesta de pães (R$32,00).

A carta de vinhos é outro destaque, a mais completa da cidade e contém todas as faixas de preço. Seu menu foi premiado seis vezes com o “Award of Excellence” pela revista Wine Spectator. O zelo do Taste-Vin é tamanho que construiu a primeira adega comercial climatizada de Belo Horizonte, com temperatura e umidade controladas, onde ficam armazenados cerca de 750 rótulos de nacionalidades diversas.  A sugestão do sommelier Denis Marconi é o tinto francês Cotes du Rhone Villages Notre Passion 2010 (R$ 78,00).

Local: Rua Curitiba, n. 2105, Lourdes. Reservas 3292-5423. De 2a. a 5a. feira, das 19h30 às 00h; Sextas e sábados, das 19h30 à 01h.

Queijo canastra é premiado em concurso mundial na França

Quase todo brasileiro quando pensa em queijo, pensa também em Minas Gerais. E se depender da jornalista belo-horizontina Débora de Carvalho Pereira, o queijo mineiro vai ser reconhecido igualmente em todo o mundo. Por meio de degustações promovidos na França, procura divulgar esta iguaria, que, infelizmente, ainda sofre inúmeras restrições do governo brasileiro para sua comercialização e exportação, por exigir padrões industriais de fabricação de queijos. Ativista, busca a regulamentação da venda do queijo mineiro que é produzido tradicionalmente de forma artesanal e rústica.

01Este ano, entre doze queijos comprados aleatoriamente no mercado central de Belo Horizonte, três foram selecionados por Pereira e pelo curador Jean François Dubois para concorrerem com grandes produtores mundiais no concurso Mondial du Fromage de Tours realizado semana passada. Os escolhidos foram o Canastra da Estância Capim Canastra, o Canastra da Aprocame de Medeiros, e o queijo Catauá, da serra da Mantiqueira.

Foram mais de 600 produtos de 23 países, e o queijo da Estância Capim Canastra produzido por Guilherme Ferreira de São Roque de Minas ganhou medalha de prata na categoria massa prensada não cozida de leite cru de vaca. “Essa não é uma categoria fácil, porque tem todos os tommes de Savoie, saint nectaire, manchego, raclette. É uma categoria bem geral”, explicou a ativista ao jornal “O Estado de S. Paulo”. Na competição os produtos são organizados em pratos identificados apenas por um número, sem informações do país de origem.

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Segundo o produtor  “É como se o Juventus da Mooca fosse para Paris e batesse o Paris Saint Germain”, empolga-se após se tornar o primeiro brasileiro a conseguir uma medalha no renomado concurso. Hoje seu queijo custa R$ 45. E as pessoas que quiserem consumir o queijo medalista vão ter de ser pacientes. A produção na fazenda é de 20 peças de um quilo por dia e a lista de espera para adquirir o produto é em média de três semanas.

Desde maio de 2008, o queijo canastra é patrimônio cultural imaterial brasileiro, título concedido pelo IPHAN, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Porém, somente em dezembro do ano passado, o queijo produzido na Serra da Canastra ganhou um selo de identificação geográfica, concedido pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). O objetivo do selo é dificultar a venda de outros tipos da iguaria com as mesmas especificidades como se fossem produzidos na região da Canastra. O queijo é comercializado com três identificações: o selo da vigilância sanitária, outro de identificação geográfica e a logomarca criada pelos produtores. O primeiro atesta as condições produtivas; o outro garante que o queijo foi feito seguindo as regras certificadas pelo INPI e o último confirma a origem.

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A vitória e o reconhecimento internacional do queijo mineiro se deve à Débora Pereira, que pediu a compreensão da organização do concurso em Tours para aceitar a inscrição dos queijos brasileiros e assumiu, junto ao comitê de jurados, a responsabilidade pela qualidade sanitária dos produtos, já que eles não possuíam documentação de exportação. No final do evento, a jornalista recebeu a honraria do diploma de “Mestra Queijeira” da Guilda Internacional de Queijeiros, uma confraria inspirada na maçonaria, que apóia os produtores do queijo no mundo inteiro. Essa conquista pode ser considerada não apenas da ativista mineira ou do produtor Guilherme  Ferreira, mas um reconhecimento das qualidades do queijo da Serra da Canastra.

Você sabia que a adorada coxinha com catupiry foi inventada na capital mineira?

Thereza Cristina Pinto Coelho Martins de Oliveira, natural de Santa Bábara, cozinha desde criança quando ajudava sua vó na fazenda onde a família morava. A experiência ajudou a formar uma excelente quituteira. Em 1972, Thereza decidiu transformar o prazer de cozinhar em dinheiro e assim começou a organizar jantares e festas de casamento em Belo Horizonte. Seu sucesso a permitiu abrir a primeira loja da Doce Docê, no alto da Afonso Pena, no número 2.724, em uma época que ainda não existiam tantas delicatessens.

A inventora da coxinha de catupiryA lanchonete ficava sempre cheia e se tornou um programa típico dos jovens, a razão era o mais novo salgado. Dona Thereza conta que sempre buscava aprimorar suas receitas, até que um dia experimentou misturar a coxinha de frango ou camarão com a novidade da época, o requeijão de Poços de Caldas. O sucesso foi tanto que abriu mais três loja, na Savassi, BH Shopping e Ouro Preto, chegando a ser a maior compradora de catupiry do país.

A famosa lanchonete acabou no final dos ano 90, quando a receita do salgado já estava popularizada.  Dona Thereza optou por se mudar com o marido que havia sido transferido pra Brasília, tornando impossível gerenciar a loja de tão longe. Segundo seus antigos clientes, nenhuma cópia de sua coxinha com catupiry era tão boa quanto a original, deixando toda uma geração morrendo de saudades.

Para quem deseja tentar reproduzir essa iguaria, segue a receita:

Ingredientes

Recheio

  • 1 peito de frango sem pele    
  • 1 cebola picada
  • 1 xícara (chá) de salsa picada
  • Sal e pimenta do reino a gosto

Massa

  • 3 xícaras (chá) de água
  • 2 tabletes de caldo de galinha
  • 1/2 xícara (chá) de óleo
  • 3 xícaras (chá) de farinha de trigo
  • 2 xícaras (chá) de Catupiry
  • Farinha de rosca para empanar
  • Óleo para fritar

Modo de preparo

Recheio:

  • Ponha o peito de frango para cozinhar em uma panela com água e sal.
  • Retire, escorra e deixe esfriar.
  • Desfie todo o peito e tempere-o com a cebola, a salsa, o sal e a pimenta do reino.
  • Reserve.

Massa:

  • Leve ao fogo três xícaras (chá) de água e junte os tabletes de caldo de galinha e o óleo.
  • Assim que ferver, adicione a farinha de trigo, mexendo vigorosamente, e cozinhe sem parar de mexer até se soltar do fundo da panela.
  • Transfira a massa para uma superfície plana e amasse com um rolo.
  • Pegue uma porção de massa por vez e abra, formando uma cavidade.
  • Ponha uma colher de chá de Catupiry e o recheio.
  • Feche e molde a coxinha.
  • Passe as coxinhas na farinha de rosca e frite em óleo quente.
  • Retire do fogo, escorra e sirva.

Dica

  • Use uma frigideira pequena e com borda alta e frite poucas coxinhas por vez.

Rendimento: 60 porções

Fonte: Comida e Receitas

Tradicional Frango com Quiabo

A culinária mineira é uma das mais tradicionais do país e encanta por seus aromas, cores e sabores. Famosa por sua simplicidade, sua variedades de temperos e seu fogão a lenha conquista qualquer ”visita”. Minas possui uma  grande variedade de  pratos, como: torresmo, feijão tropeiro, o frango com quiabo , tutu de feijão, angu e couve, sem falar nos queijos, doces, broas e o famoso pão de queijo.

O tradicional frango com quiabo deu origem no século XIX em Minas Gerais pela necessidade do estado em trazer alimentos de outras regiões do país. O prato que geralmente é feito nos domingos junta as famílias a mesa e é sempre acompanhado de uma boa ” proza”.

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                                                                            Ingredientes

  • 1 quilo de quiabo
  • 1 frango inteiro, cortado em pedaços
  • 5 dentes de alho amassados
  • 1 cebola grande bem picadinha
  • 1 xícara (chá) de óleo
  • 1 colher (sobremesa) de colorau
  • Pimenta a gosto
  • Sal a gosto
  • Cheiro verde a gosto

  Modo de Preparo

Preparando o quiabo:

  1. lave o quiabo e seque com um pano, deixando-o bem sequinho
  2. Pique em rodelinhas finas
  3. Em uma panela, aqueça uma xícara de óleo
  4. Acrescente o quiabo picado e deixe refogar até que não tenha mais nenhuma baba
  5. tenha paciência, porque a baba sai! este processo leva cerca de 20 minutos
  6. Mexa de vez em quando, com cuidado para o quiabo não desmanchar
  7. Quando estiver sem baba, desligue o fogo, espere amornar e coe, para retirar o óleo
  8. Reserve somente o quiabo

Preparando o frango:

  1. em uma panela, aqueça duas colheres (sopa) de óleo e doure muito bem a cebola, como se estivesse queimando (isso fará com que solte um corante natural no frango)
  2. Junte o frango e deixe -o fritar muito bem
  3. Quando estiver bastante dourado, junte três xícaras de água fervente, ou um tanto que quase cubra o frango
  4. Corrija o sal, se necessário, e deixe cozinhar em fogo médio, com a panela semi-tampada por mais ou menos 20 minutos, ou até que o frango esteja bem macio
  5. Junte o quiabo reservado e deixe apurar até que fique encorpado
  6. Se estiver com muito caldo, aumente o fogo e deixe secar um pouco mais
  7. Verifique se está bom de sal
  8. Por último, junte o cheiro verde
  9. Sirva com arroz e feijão fresquinhos e angú  (ou polenta sem molho)

http://www.tudogostoso.com.br/receita/4947-frango-com-quiabo-mineiro.html

O pão nosso de cada dia

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De origem incerta, o pão de queijo se tornou referência quando o assunto é Minas Gerais. Com inúmeras variações em sua receita, sua base leva polvilho, ovos, óleo vegetal e queijo, e por falar em queijo… O queijo produzido em Minas Gerais é reconhecido como patrimônio cultural e imaterial não apenas do Estado, como do Brasil! Motivos para orgulho da nossa receita é que não faltam, díficil mesmo é achar alguém que não goste dessa delícia.

Segundo o portal Forno de Minas, hoje o pão de queijo é exportado congelado para a América Latina, EUA, Europa e Japão, sendo a empresa, a maior responsável pela exportação do produto com o legítimo sabor mineiro.

Quanto a saúde, Segundo a pesquisa da jornalista Mariana Bueno, o pão de queijo engorda porque também tem muitas gorduras vindas do queijo e também da sua massa que geralmente leva óleo. Possui proteína, mas em menor quantidade do que os carboidratos e gorduras. Contém vitaminas em quantidades insignificantes, mas há abundância em sódio, o que é fácil de deduzir, já que o pão de queijo é relativamente salgado, sendo assim, basta moderar na hora de curtir nosso sabor mineirinho.

Como fazer?

Ingredientes

500 g de polvilho azedo
1 copo americano de água
1 copo americano de leite
1/2 xícara de óleo
2 ovo
100 g de queijo parmesão ralado
sal a gosto

Modo de Preparo

1. Em uma panela ferva a água, leite, óleo e o sal e escalde o polvilho, quando conseguir sove, quando a massa
estiver morna acrescente o queijo parmesão e os ovos, amasse novamente.

2. Coloque na forma com auxilio de uma colher, ou se preferir modele com cuidado, deixe um espaço entre os pães
de queijo, pois ele vai crescer enquanto assa.

3. Asse até que eles fiquem dourados.

E pronto! é só saborear e aproveitar esse gostinho de Minas Gerais.

Link da Receita l Referência